Desde a expansão do Império Romano com Julio Cesar, o exército se torna profissional, e um número enorme de funcionários públicos trabalham para manter coeso o Império. Diante disso, o modo de produção romana que se baseava no escravismo, obteve um número considerável de trabalhadores pagos como os soldados e burocratas, o que fez o império ter uma quantidade enorme de ouro circulante na economia, que naquela época, não dispunha de potencialidade produtiva e nem meios de transportes rápidos e eficientes. Isso naturalmente fez inflação e problemas sérios de abastecimento e ordem pública. O imperador Diocleciano aproximadamente por 280 D.c, realizou reformas como a extensão dos exércitos e mudanças na administração como a divisão administrativa de dois Impérios interligados, bem como reformas sociais como a instauração das Guildas que eram instituições ligadas diretamente ao Imperador que controlavam a inflação e protegiam a economia dos especuladores, porém exercidas por um número limitado de pessoas e de transmissão hereditária, e a instauração dos domínios rurais, onde o camponês não poderia mais sair da terra, sendo ele juridicamente pertencente a terra, com a intenção de não comprometer o abastecimento de alimentos e proteger seus preços as oscilações e especulações. Com a paz Romana instaurada principalmente pelo Imperador Teodósio acerca de 390 D.c., há uma falta crônica de escravos no Império, conduzindo a uma inflação latente e angustiante. Nessa época, o Império absorve a mão de obra para os germânicos do norte que trabalhavam por salários mais baixos. A igreja no período de Teodósio também assumiu os instrumentos administrativos do Império, já que o Imperador era católico fervoroso e confidente do Papa Atanásio. Nessas condições, os povos germânicos que eram vizinhos do império Romano, entram em hordas em seus domínios fugindo dos avanços dos Hunos, porém o império não teve tanto poder de resposta devido a insatisfação popular com a miséria, e a população germânica muitas vezes serem neutras com a invasões. Após o colapso do Império no final do século V, os povos bárbaros redefinem o mapa da Europa, sendo que as instituições romanas continuaram em vigência e ajudando os novos governantes a admistrarem seus domínios. As guildas e as vilas romanas continuaram, sendo posteriormente chamadas de feudos, com o tratado de Vérdum em 843, onde os feudos são passados hereditariamente para as famílias aristocráticas nobres que auxiliam os reis a governarem. Com o ressurgimento das cidades e de um comercio mais dinâmico em meados do humanismo, os velhos problemas de inflação começaram a retornar, mas só não tendo problemas mais sérios devidos as pestes e morticídios generalizados e posteriormente a evacuação para as Américas. Enfim, no início da Idade moderna, as guildas estavam em plena atividade e entrando em choque com a nobreza, iniciando seus atritos. É importante observar que o problema da inflação e especulação era algo tangível ainda. Isso nos induz a perceber que os pensadores do humanismo e da modernidade não diferiam essêncialmente dos escravistas da antiguidade como Platão, Aristóteles e pensadores romanos. O mundo só vai mudar drasticamente mesmo com a revolução industrial, onde o instituto da escravidão deixará de ser necessária as condições econômicas até então, e o fim do feudalismo em si.
O Feudalismo irá existir como instituição no Sagrado Império até seu colapso institucional após a guerra dos 30 anos, e mantendosse em seu muribundo governo no chamado Império Austro-Húngaro tendo a confederação Germânica ao norte(ainda em estado feudal) emancipado devido a unificação alemã promovida pelo governo da Prússia, como também na Itália e Rússia, no que importa na Europa. Nas demais nações européias, o feudalismo acabou devido as reformas burguesas e a instauração contínua do liberalismo Laíz-faire, até sua grande crise de 1873 onde os fundamentos burgueses são questionados em suas bases e a formulação de reformas reacionárias de antigos contratualistas absolutistas.
sábado, 22 de agosto de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Os intelectuais tem vergonha de falar de Deus
29/06/09 Falar de Deus não é o tema preferido em uma conversa considerada inteligente, entre homens que se consideram inteligentes.
Se você começa a falar de Deus, das escrituras reveladas e dos santos devotos de Deus, esses intelectuais ateus parecem ficar envergonhados de ouvir essas descrições. Ou seja, é difícil abordar um intelectual para falar de Deus, principalmente em público.
Além do ateísmo fomentado por séculos por uma teologia elementar com base na leitura superficial da escritura judaico-cristã, o próprio religionismo ocidental falhou em atrair a mentalidade de pensadores mais profundos do que a regra geral da sociedade humana.
Por isso, temos hoje em dia pregadores do ateísmo, como o biólogo darwinista Richard Dawkins, autor do livro “Deus, um delírio”. Isso porque o raciocínio racional da mentalidade científica consegue oferecer uma visão aparentemente real do universo e de toda a criação que investigam com seus instrumentos de aumento e aproximação cada vez mais sofisticados.
O fato é que, diante dos descalabros praticados por séculos em nome da religião, em nome dos “profetas” e “messias”, os homens dotados de uma mente mais aberta e uma inteligência questionadora acabam por se afastar do religionismo predominante no Ocidente. Alguns deles, inquietos com a percepção subjetiva de que “tem” de existir um ser superior pensante por trás do complexo, refinado e inteligente design cósmico, um Criador para todas as coisas extraordinariamente perfeitas que encontram em sua observação micro e macroscópica do mundo material, acabam por ir procurar uma experiência religiosa em outras doutrinas místicas que sobreviveram à tirania da igreja romana exercida no Ocidente por séculos com mão de ferro e muitas fogueiras e cruzadas assassinas.
A visão do mundo por alguém que está dentro do mundo, a a visão daqueles que conseguiram abrir a porta que leva a consciência humana a transcender os limites do material e adentrar nos planos de consciência puramente espirituais.
E mais, trata-se da visão do ponto de vista do próprio Criador. Para compreendê-la, precisamos compreender como funciona a consciência de Deus, ou Consciência de Krishna. Desde esse ponto de vista original, os conceitos e verdades dos textos védicos assumem proporções inimagináveis para a mente humana. Sim, com o que a mente humana pode nos oferecer, ficamos limitados a um campo muito restrito e condenados a uma visão inferior da realidade como um todo —isso porque os sentidos materiais de percepção da realidade são muito imperfeitos e limitados no escopo da percepção. Quando obtemos a consciência de Krishna de um devoto puro dEle, tornamo-nos capazes de enxergar a Criação do ponto de vista do Criador.
Ao tentarmos nos aproximar dos Vedas, estamos nos dirigindo ao infinito. Nós somos finitos e não temos vergonha de pensar que oferecendo apenas um pedacinho de nossa finitude estaremos tentando obter o infinito?
O intelecto humano é limitado ao extremo e não serve como ferramenta para abordarmos o que se situa além da sua própria capacidade cognitiva.
“O Infinito não seria infinito se não pudesse se dar a conhecer ao finito”, também nos ensinou Srila Sridhar Maharaj. Assim, é o infinito e não nós, seres finitos, quem decide a quem vai se revelar. Não podemos entrar como penetras no plano do infinito. Mas se ele nos escolher e desejar que o vejamos e compreendamos, isso não poderá deixar de acontecer.
Krishna é o Deus Infinito e Ele decide quando e a quem Ele deseja se dar a conhecer. Este argumento é indiscutível. O Senhor Supremo Se reserva o direito de só Se dar a conhecer àqueles que se aproximam dEle com afeto, amor, ou seja, com os olhos untados do unguento do amor (premanjana chchurita bhakti vilochanena...)
Depois dessa experiência, os intelectuais que obtiverem a Consciência de Krishna só sentirão vergonha de uma coisa: de ter sido tão ignorantes negando a grandeza da experiência religiosa transcendental.
http://www.bhuvana.com.br/www.bhuvana.com.br/cartas/Entries/2009/6/29_Vergonha_de_Deus_-_Bhuvana_Mohandas.html
Se você começa a falar de Deus, das escrituras reveladas e dos santos devotos de Deus, esses intelectuais ateus parecem ficar envergonhados de ouvir essas descrições. Ou seja, é difícil abordar um intelectual para falar de Deus, principalmente em público.
Além do ateísmo fomentado por séculos por uma teologia elementar com base na leitura superficial da escritura judaico-cristã, o próprio religionismo ocidental falhou em atrair a mentalidade de pensadores mais profundos do que a regra geral da sociedade humana.
Por isso, temos hoje em dia pregadores do ateísmo, como o biólogo darwinista Richard Dawkins, autor do livro “Deus, um delírio”. Isso porque o raciocínio racional da mentalidade científica consegue oferecer uma visão aparentemente real do universo e de toda a criação que investigam com seus instrumentos de aumento e aproximação cada vez mais sofisticados.
O fato é que, diante dos descalabros praticados por séculos em nome da religião, em nome dos “profetas” e “messias”, os homens dotados de uma mente mais aberta e uma inteligência questionadora acabam por se afastar do religionismo predominante no Ocidente. Alguns deles, inquietos com a percepção subjetiva de que “tem” de existir um ser superior pensante por trás do complexo, refinado e inteligente design cósmico, um Criador para todas as coisas extraordinariamente perfeitas que encontram em sua observação micro e macroscópica do mundo material, acabam por ir procurar uma experiência religiosa em outras doutrinas místicas que sobreviveram à tirania da igreja romana exercida no Ocidente por séculos com mão de ferro e muitas fogueiras e cruzadas assassinas.
A visão do mundo por alguém que está dentro do mundo, a a visão daqueles que conseguiram abrir a porta que leva a consciência humana a transcender os limites do material e adentrar nos planos de consciência puramente espirituais.
E mais, trata-se da visão do ponto de vista do próprio Criador. Para compreendê-la, precisamos compreender como funciona a consciência de Deus, ou Consciência de Krishna. Desde esse ponto de vista original, os conceitos e verdades dos textos védicos assumem proporções inimagináveis para a mente humana. Sim, com o que a mente humana pode nos oferecer, ficamos limitados a um campo muito restrito e condenados a uma visão inferior da realidade como um todo —isso porque os sentidos materiais de percepção da realidade são muito imperfeitos e limitados no escopo da percepção. Quando obtemos a consciência de Krishna de um devoto puro dEle, tornamo-nos capazes de enxergar a Criação do ponto de vista do Criador.
Ao tentarmos nos aproximar dos Vedas, estamos nos dirigindo ao infinito. Nós somos finitos e não temos vergonha de pensar que oferecendo apenas um pedacinho de nossa finitude estaremos tentando obter o infinito?
O intelecto humano é limitado ao extremo e não serve como ferramenta para abordarmos o que se situa além da sua própria capacidade cognitiva.
“O Infinito não seria infinito se não pudesse se dar a conhecer ao finito”, também nos ensinou Srila Sridhar Maharaj. Assim, é o infinito e não nós, seres finitos, quem decide a quem vai se revelar. Não podemos entrar como penetras no plano do infinito. Mas se ele nos escolher e desejar que o vejamos e compreendamos, isso não poderá deixar de acontecer.
Krishna é o Deus Infinito e Ele decide quando e a quem Ele deseja se dar a conhecer. Este argumento é indiscutível. O Senhor Supremo Se reserva o direito de só Se dar a conhecer àqueles que se aproximam dEle com afeto, amor, ou seja, com os olhos untados do unguento do amor (premanjana chchurita bhakti vilochanena...)
Depois dessa experiência, os intelectuais que obtiverem a Consciência de Krishna só sentirão vergonha de uma coisa: de ter sido tão ignorantes negando a grandeza da experiência religiosa transcendental.
http://www.bhuvana.com.br/www.bhuvana.com.br/cartas/Entries/2009/6/29_Vergonha_de_Deus_-_Bhuvana_Mohandas.html
O FARDO -OSHO

A verdadeira vida de um homem é o caminho no qual ele se desfaz das mentiras que lhe foram impostas pelos outros. Desprovido das roupas, nu, ao natural, ele é aquilo que é. Trata-se aqui de ser, e não de vira ser. A mentira não pode transformar- se na verdade, a personalidade não pode transformar- se na sua alma. Não existe maneira de transformar o não-essencial em essencial. O não-essencial permanece não-essencial, e o essencial permanece essencial - eles não são conversíveis. Esforçar-se pela verdade só vai criar mais confusão.
A verdade não precisa ser conquistada. Ela não pode ser conquistada, pois já está aí. Apenas a mentira é que precisa ser descartada. Todos os anseios, propósitos, ideais e metas, todas as ideologias, religiões e sistemas de aperfeiçoamento, de melhoramento, são mentiras. Cuidado com tudo isso. Reconheça o fato de que do jeito como você é agora, você é uma mentira, resultado de manipulação, produzido pelos outros. A busca da verdade é de fato uma distração e um adiamento. É a fórmula encontrada pela mentira para disfarçar-se. Olhe a mentira de frente, examine a fundo a falsidade que é a sua personalidade. Pois encarar a mentira é parar de mentir. Deixar de mentir é desistir de buscar alguma verdade - não há necessidade disso. No momento em que desaparece a mentira, ali está a verdade em toda a sua beleza e esplendor. Encarando-se a mentira ela desaparece, e o que fica é a verdade.
A verdade não precisa ser conquistada. Ela não pode ser conquistada, pois já está aí. Apenas a mentira é que precisa ser descartada. Todos os anseios, propósitos, ideais e metas, todas as ideologias, religiões e sistemas de aperfeiçoamento, de melhoramento, são mentiras. Cuidado com tudo isso. Reconheça o fato de que do jeito como você é agora, você é uma mentira, resultado de manipulação, produzido pelos outros. A busca da verdade é de fato uma distração e um adiamento. É a fórmula encontrada pela mentira para disfarçar-se. Olhe a mentira de frente, examine a fundo a falsidade que é a sua personalidade. Pois encarar a mentira é parar de mentir. Deixar de mentir é desistir de buscar alguma verdade - não há necessidade disso. No momento em que desaparece a mentira, ali está a verdade em toda a sua beleza e esplendor. Encarando-se a mentira ela desaparece, e o que fica é a verdade.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Inscrição do templo de Delfos
«Advirto-te, sejas quem fores...
Tu! Que desejas sondar os arcanos da Natureza, se não encontras dentro de ti aquilo que procuras... tampouco o poderás encontrar fora.
Se ignoras as excelências da tua própria casa, como poderás encontrar outras excelências?
Em ti se encontra oculto o tesouro dos tesouros!
Homem!... Conhece-te a ti memso e conhecerás o Universo e os Deuses.»
Tu! Que desejas sondar os arcanos da Natureza, se não encontras dentro de ti aquilo que procuras... tampouco o poderás encontrar fora.
Se ignoras as excelências da tua própria casa, como poderás encontrar outras excelências?
Em ti se encontra oculto o tesouro dos tesouros!
Homem!... Conhece-te a ti memso e conhecerás o Universo e os Deuses.»
sexta-feira, 3 de abril de 2009
O mito de Adão e Eva em relação a reminiscência platônica
Platão era um filósofo. A filosofia sempre nos leva ao conhecimento esotérico a descoberta de nós mesmos e nós no Universo. Nesse sentido, não existe muita diferença entre a cosmogonia mítica e a filosofia, pois a última possui o logos e mesmo assim se preocupava com o homem no mundo.Entre os comentadores de filosofia e mitos, é comum dar uma explicação superficial e até esteorotipada e até enciclopedicada do sentido de um mito, fazendo se perder o sei ideal. O mito é uma explicação profunda e ideológica pelo sentido do sers da existência e sua finalidade axiomática, porém imaturamente sem o logos.
O mito de Adão e Eva contido no livro de Genesis, na bíblia, é um dos mitos mais incompreendidos ontologicamente, seja sendo simplificado demais pelos religiosos sem muitas preocupações metafísicas e fundamentais ou negado e ultrajado pelos céticos e ateus de carteirinha.
Vou tentar aqui expor conforme minha intuição, entender o significado desse mito de proporções místicas de quase teor filosófico na proposta de felicidade e realização sincera da humanidade.
O mito
Deus, a pura força espiritual, a Consciência Suprema, retira de si mesmo o Verbo e fez a luz. Depois disso, os demais entes foram criados e por fim o homem, ser muito importante dessa criação do qual Deus fez fecundando com seu sopro o barro da terra.
Deus fez a mulher ao homem para que esse não ficasse só, pois o homem, imagem e semelhança de Deus, necessitava de uma mulher para fecundar como Deus fizera com a terra concebendo a Adão.
Tudo era perfeito nesse mundo, e Adão e Eva viveram de forma plena no ápice da comunhão com Deus e nirvana. Deus é feliz por sua criação que recebe seu amor e se sente feliz também por isso.
Mas uma coisa havia no jardim da perfeição, o Éden, que era a sabedoria do bem e do mal.
O mal é um Elemental que existe entre os digestos de Deus, razão no qual a mente das criaturas não podem entender o porque de sua origem, como não podem entender a própria origem da pleni-existência de Deus.
Deus advertiu a Adão que não comesse do fruto senão certamente morreria. O conhecimento do mal, então, era a morte. A morte que é má é um elemento necessário a manutenção temporal do universo, no qual Deus reservou o homem puricidado dos seus efeitos somáticos no devir cósmico.
Eva seduzida pela serpente, sugerindo uma ilusão de que ao conhecer a morte, não morreria de fato, mas seria igual ao Eterno, prova do fruto e lhe dá a Adão desfrutar de seu mortal sabor.
O homem então, primeiramente morre em seus sentimentos de união com Deus, onde os dois se escondem e sente vergonha. Adão, com o sentimento de culpa que lhe esconde a felicidade de si mesmo, diz a Deus:”foi a mulher que me destes.” Num ato de blasfêmia e inverdade contra o criador.
A morte logo atinge seu segundo estágio no homem. O Éden se torna estéril, pois a morte atinge a capacidade do homem sentir a perfeição e dela colher frutos divinos. É morte espiritual onde o homem morre para a plenitude do paraíso para ter agora que trabalha para viver, sofrer para vencer a morte, o mal que ele é conhecedor inconteste.
O terceiro e último estágio é a morte do corpo, onde Adão e Eva esgotam o animus diante do mal e voltam ao pó de onde vieram, anteriormente feitos para viverem para sempre.
Ontologia do mito
O poético canto do fruto do bem e do mal do jardim do Éden tem uma equivalência arquétipa com a filosofia de Platão, como no Mito da Caverna, e a teoria da reminiscência, como no rio Lethes, do Hades, na mitologia grega sobre a transmigração das almas, obtida os cultos órficos-pitagóricos que vieram a influenciar a Platão.
A alma que transmigra e reencarna, bebe ou não da fonte do rio Lethes que faz esquecer de si mesmo aquele que o ingere. As pessoas que bebem da fonte são aquelas dominadas pelas paixões idólatras, pois quando a dor e o desespero de existir não é superado devido a dor gerada pela paixão frustrada ou perdida, preferem esquecer e recomeçar tudo, ignorando a perfeição e o aprendizado com seus próprios erros.
Os que preferem uma vida serena e de auto-descoberta transcendental nos infinitos mundos que se sobrepõe, a alma não toma da fonte do esquecimento, preferindo a verdade, a idéia, o não esquecimento(Alethéa), reencarnando com entendimento sobre o verdadeiro sentido de existir, adquirido na contemplação do ideal perfeito revelado no Hades.
Voltado aos hebreus, quando Adão come do fruto, ele decai, ele se esquece de como ser feliz devido a sua culpa e também a morte que traga.
A morte é entrópica e irreversível. Ela é o mal absoluta que tira todas as esperanças de se viver em plenitude. O homem não pode amar intensamente sua vida por medo de perde-la em algum sinistro da vida, como a velhice, e atormentado pelo medo, o amor para com a mulher não se torna sublime como outrora, onde o orgasmo não mais alcança seu ápice ao infinito.
No mito hebreu então, estar nesse mundo onde agora o homem precisa trabalhar para retardar a morte e extrair a escassa felicidade, é o mundo do esquecimento, no qual Deus, sendo a vida, chama ao homem lhe dizendo seu projeto de fazer com que o homem relembre ser feliz, relembre como deixar fluir a totalidade de sua vontade sem culpa ou apego a algum ídolo que substitua o sentido ideal de ser , relembrando que somente amando a Deus que é eterno, a morte não o vencerá, usando da própria sabedoria adquirida agora, porém de modo reverso, na procura de reconhecer a vida, provar do bem e felicidade esquecida, e se deixar fluir novamente com a presença divina que lhe tira o sentimento de culpa, o medo da morte e a liberação total no alcance do prazer divino.
Por todos esses elementos expostos, que eu acredito ser o mito de Adão e Eva um mito místico transcendental de profundo sentido esotérico, mostrando que a felicidade, como dizia Platão, não está somente na sensibilidade da percepção aparente no qual não mostra o realidade do ser, mas num alcance transcendental ao ideal supremo.
Não temos a contemplação perfeita do Ser devido as paixões idólatras que conhecemos sob o fruto da morte, que por sua natureza sedutora, por seu mistério, conduz ao homem a experiências cósmicas antecipadas, inesperadas e fatais.
O mito, tentando demonstrar a natureza do sofrimento de existir, não o faz de forma tosca e supersticiosa, mas nos envolve em tal conjuntura de sentimentos que de forma verdadeira, demonstra simbolicamente que a natureza do sofrimento humano está no esquecimento do transcendental, no desprezo pelo auto-conhecimento, no apego a idolatrias que são meias verdades porém sedutoras por seu mistério, muitas vezes oculto pelo fato do homem decaído ser esquecido do perfeito ideal.
Zoomorfismo
No gênesis, a serpente não é apresentada ao leitor como um espírito mal. Se fosse, ela seria desde já nomeada como Satanás, inimigo lendário na saga bíblica. Mas porque tal zoomorfismo no relato poético da bíblia?
Ora, eu entendo ser uma questão de períodos históricos no qual o povo hebreu vivenciou. Esse povo é natural da Mesopotâmia, onde os hebreus praticavam o culto a vários deuses, porém, sendo com Abraão, conforme a bíblia, o apego ao monoteísmo.
Foi Moisés quem escreveu o Pentateuco, e acredito, fazendo as devidas depurações dos entes mitológicos de seus primos semitas. Porém, o arquétipo da serpente é uma evidencia de que os hebreus possuíam em sua origem remota, as mesmas crenças que o zoodíaco Sumério.
Uma outra evidência é a própria presença do calendário zoodíaco para marcar as eras do povo hebreu. Por exemplo:
Adão e Eva representam o signo de Gêmeos, onde esse ciclo termina com Caim e Abel e iniciando na ordem do calendário, a era de Touro. A era de Touro termina com Moisés e com a lei dos Dez mandamentos, onde o bezerro de ouro decai no abismo marcando seu fim. Iniciasse então a era de Áries ou carneiro, onde Deus revela os rituais de expiação dos pegados no sacrifício do carneiro no Tabernáluco do Senhor.
A era de Áries termina com Jesus Cristo, o cordeiro de Deus que morreu por nossos pecados. Inicia se então a era de peixes. O símbolo do cristianismo é o peixe, como Pedro, o pescador de homens.
E por último Aquário, onde ciclicamente viria o Senhor Jesus julgar as nações e arrebatar os eleitos para viverem imersos na plenitude do paraíso. Aquário é representado por um homem que derrama água de um tipo de balde ou jarro. Isso pode ser associado com o derramamento da ira de Deus.
A serpente, por sua vez, representa as entranhas da terra anímica, onde a astúcia da serpente hipnotiza a Eva como faz com suas vítimas na sua cadeia alimentar.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
A vontade, a ética e o ideal
A ética como todos os outros assuntos da filosofia não escapa a metafísica. Vou tentar expor o porque.
O homem possui vontade. A vontade não pertence a razão, mas é um pulso cósmico no qual nossa consciência é seu invólucro.
A vontade é infinita, pois todos os objetos de seu alcance possuem a pergunta do porque de serem desejados. A vontade nunca para de querer. Logo, a vida do homem é uma angústia constante de desejo.
Mas o que é vontade propriamente dita? Parece ser um termo um pouco difuso para conceitualizar essa pulsação cósmica.
Eu entendo que o homem tem vontade de prazer, vontade do ápice do prazer, o orgasmo. Essa é a natureza da vontade que pulsa a direção do homem em busca de suas realizações, e por conseqüência a civilização como contrato social.
Mas a vontade pura, é selvagem e egoísta e sem o devido freio suas paixões devastam o seu meio ambiente. Pois é assim o mesmo vida na floresta, ordem não há e os animais vivem caçando uns aos outros, não há provisões, não há paz nem lei que garanta a vida. As plantas disputam freneticamente o espaço ao sol, sobrevivendo os mais fortes até que esses sejam derrotados. Não há tranquilidade na selva senão morte constante.
Entre os homens, através de sua consciência, determinaram a moral,ética e a lei como institutos de limite da vontade individual em favor da vontade coletiva.
Assim nasce o princípio de eqüidade, de justiça, do direito, onde essa cultura organiza a sociedade limitando numa justa medida o impulso da vontade.
A questão de vontade e lei é amplamente trabalhada na filosofia e no direito propriamente dito, sendo a ética e sua variante e a política onde se discute a validade e a efetividade da ética, moral e a lei, determinando a organização do trabalho na sociedade, do trato pessoal com os outros e com o coletivo etc.
A partir disso chego numa questão elementar da metafísica da étic,a que é o ideal. Ele é o ápice do tratado político que trata sobre a ética sobre como a sociedade poderia se organizar para alcançar a felicidade suprema, o Sumo bem. Qual o ideal para se viver? Ao relembrar Platão, podemos ter um conceito do que seja o ideal na alegoria do mito da caverna que todos já devem saber do que trata.
Platão diz que o ideal é algo perfeito e que está dado no universo, senão efetivamente está abstratamente no mundo dos ideais. Esse mundo é perfeito e belo matemáticamente falando. Seus parâmetros são eternos e universais.
Porém, os homens em geral não contemplam a natureza ideal do cosmos, vivendo apenas no mundo das aparências imperfeitas, não se perguntando pelo perfeito. As pessoas não vivem a plenitude de sua vontade, mas sofrem por estarem presas em suas crenças, em seus ídolos, em seu ego inflado que lhes cega o contemplar do perfeito.
O ídolo é o contrário de idéia, é uma forma imperfeita daquilo que É. O mundo ideal está num nível superior a dos homens.
Eu entendo nesses conceitos metafísicos que se o homem perceber que o mundo em que vive é mera aparência imperfeita do ideal, ele estará pronto a transcender a busca do que é perfeito. Nesse momento, sua ética será moldada a ponto de poder fazer sua vontade verter com mais intensidade no ápice do orgasmo, num legítimo estado de adoração com o Ser perfeito.
Ética e espiritualidade
Conforme minha análise sobre a entropia do Universo, a natureza da origem do Universo é um paradoxo insolúvel. O Universo move o todo, e o todo múltiplo aspira sua potência perpétua. A vontade é uma emanação direta da potencialidade divina no qual o ideal nos mostra o caminho do não-esquecimento, quando a imperfeição gnóstica ofuscar a mente no esquecimento, perdição de si mesmo.
A busca pelo ideal é uma busca espiritual pelo ápice do prazer, máxima emanação da vontade e sentido perfeito de ser do pulso cósmico que é a vontade.
Espiritualidade é o exercício de transcender também na percepção sobre a físico-material do mundo, pois a realidade material também é uma aparência imperfeita do Ser.
Logo, um dos procedimentos que conduze-nos a perfeição é o estudo da matemática, pois esta, uma derivação perfeita da lógica(logos) faz-nos contemplar as verdades eternas e universais, nos ajudando a reconhecer o logos do mundo e transcender a adoração do que é perfeito e maravilhoso Ser enquanto Ser.
Sto Agostinho, apesar de ser cristão e estar preso a certos dogmas mitológicos da cosmogonia judaica, conseguiu expressar um belo tratado de espiritualidade que é mais ou menos assim:
Amor é desejar, então amor é estar angustiado por querer o que não tem. Mas o homem que ama pode alcançar o bem que almeja e que supra a vontade. O Amor então se transforme decerto modo em posse, no qual o homem agora teme em perdê-lo, perpetuando a angustia. O homem sabe que vai morrer, e a morte é o mal maior, o prejuízo absoluto que nos tira o bem que temos.
Então para Agostinho não há como ter uma felicidade ideal amando as coisas do mundo, senão amando a Deus que é eterno e não morre. Deus que é a vida e fonte de todos os bens.
Agostinho nesse sentido nos mostra que o amor as coisas espirituais são superiores as coisas materiais que são meras cópias do que é perfeito.
Por isso entendo que aquele que analisa com seriedade a filosofia, amando a verdade acima de tudo, saberá que a filosofia é uma busca esotérica de ser feliz, de se enquadrar perfeitamente com o ritmo cósmico.
Concluo esse texto com a inscrição do templo de Delfos que acredito estar em sintonia intelectual com o que disse:
«Advirto-te, sejas quem fores...Tu! Que desejas sondar os arcanos da Natureza, se não encontras dentro de ti aquilo que procuras... tampouco o poderás encontrar fora.Se ignoras as excelências da tua própria casa, como poderás encontrar outras excelências?Em ti se encontra oculto o tesouro dos tesouros!Homem!... Conhece-te a ti memso e conhecerás o Universo e os Deuses.»
O homem possui vontade. A vontade não pertence a razão, mas é um pulso cósmico no qual nossa consciência é seu invólucro.
A vontade é infinita, pois todos os objetos de seu alcance possuem a pergunta do porque de serem desejados. A vontade nunca para de querer. Logo, a vida do homem é uma angústia constante de desejo.
Mas o que é vontade propriamente dita? Parece ser um termo um pouco difuso para conceitualizar essa pulsação cósmica.
Eu entendo que o homem tem vontade de prazer, vontade do ápice do prazer, o orgasmo. Essa é a natureza da vontade que pulsa a direção do homem em busca de suas realizações, e por conseqüência a civilização como contrato social.
Mas a vontade pura, é selvagem e egoísta e sem o devido freio suas paixões devastam o seu meio ambiente. Pois é assim o mesmo vida na floresta, ordem não há e os animais vivem caçando uns aos outros, não há provisões, não há paz nem lei que garanta a vida. As plantas disputam freneticamente o espaço ao sol, sobrevivendo os mais fortes até que esses sejam derrotados. Não há tranquilidade na selva senão morte constante.
Entre os homens, através de sua consciência, determinaram a moral,ética e a lei como institutos de limite da vontade individual em favor da vontade coletiva.
Assim nasce o princípio de eqüidade, de justiça, do direito, onde essa cultura organiza a sociedade limitando numa justa medida o impulso da vontade.
A questão de vontade e lei é amplamente trabalhada na filosofia e no direito propriamente dito, sendo a ética e sua variante e a política onde se discute a validade e a efetividade da ética, moral e a lei, determinando a organização do trabalho na sociedade, do trato pessoal com os outros e com o coletivo etc.
A partir disso chego numa questão elementar da metafísica da étic,a que é o ideal. Ele é o ápice do tratado político que trata sobre a ética sobre como a sociedade poderia se organizar para alcançar a felicidade suprema, o Sumo bem. Qual o ideal para se viver? Ao relembrar Platão, podemos ter um conceito do que seja o ideal na alegoria do mito da caverna que todos já devem saber do que trata.
Platão diz que o ideal é algo perfeito e que está dado no universo, senão efetivamente está abstratamente no mundo dos ideais. Esse mundo é perfeito e belo matemáticamente falando. Seus parâmetros são eternos e universais.
Porém, os homens em geral não contemplam a natureza ideal do cosmos, vivendo apenas no mundo das aparências imperfeitas, não se perguntando pelo perfeito. As pessoas não vivem a plenitude de sua vontade, mas sofrem por estarem presas em suas crenças, em seus ídolos, em seu ego inflado que lhes cega o contemplar do perfeito.
O ídolo é o contrário de idéia, é uma forma imperfeita daquilo que É. O mundo ideal está num nível superior a dos homens.
Eu entendo nesses conceitos metafísicos que se o homem perceber que o mundo em que vive é mera aparência imperfeita do ideal, ele estará pronto a transcender a busca do que é perfeito. Nesse momento, sua ética será moldada a ponto de poder fazer sua vontade verter com mais intensidade no ápice do orgasmo, num legítimo estado de adoração com o Ser perfeito.
Ética e espiritualidade
Conforme minha análise sobre a entropia do Universo, a natureza da origem do Universo é um paradoxo insolúvel. O Universo move o todo, e o todo múltiplo aspira sua potência perpétua. A vontade é uma emanação direta da potencialidade divina no qual o ideal nos mostra o caminho do não-esquecimento, quando a imperfeição gnóstica ofuscar a mente no esquecimento, perdição de si mesmo.
A busca pelo ideal é uma busca espiritual pelo ápice do prazer, máxima emanação da vontade e sentido perfeito de ser do pulso cósmico que é a vontade.
Espiritualidade é o exercício de transcender também na percepção sobre a físico-material do mundo, pois a realidade material também é uma aparência imperfeita do Ser.
Logo, um dos procedimentos que conduze-nos a perfeição é o estudo da matemática, pois esta, uma derivação perfeita da lógica(logos) faz-nos contemplar as verdades eternas e universais, nos ajudando a reconhecer o logos do mundo e transcender a adoração do que é perfeito e maravilhoso Ser enquanto Ser.
Sto Agostinho, apesar de ser cristão e estar preso a certos dogmas mitológicos da cosmogonia judaica, conseguiu expressar um belo tratado de espiritualidade que é mais ou menos assim:
Amor é desejar, então amor é estar angustiado por querer o que não tem. Mas o homem que ama pode alcançar o bem que almeja e que supra a vontade. O Amor então se transforme decerto modo em posse, no qual o homem agora teme em perdê-lo, perpetuando a angustia. O homem sabe que vai morrer, e a morte é o mal maior, o prejuízo absoluto que nos tira o bem que temos.
Então para Agostinho não há como ter uma felicidade ideal amando as coisas do mundo, senão amando a Deus que é eterno e não morre. Deus que é a vida e fonte de todos os bens.
Agostinho nesse sentido nos mostra que o amor as coisas espirituais são superiores as coisas materiais que são meras cópias do que é perfeito.
Por isso entendo que aquele que analisa com seriedade a filosofia, amando a verdade acima de tudo, saberá que a filosofia é uma busca esotérica de ser feliz, de se enquadrar perfeitamente com o ritmo cósmico.
Concluo esse texto com a inscrição do templo de Delfos que acredito estar em sintonia intelectual com o que disse:
«Advirto-te, sejas quem fores...Tu! Que desejas sondar os arcanos da Natureza, se não encontras dentro de ti aquilo que procuras... tampouco o poderás encontrar fora.Se ignoras as excelências da tua própria casa, como poderás encontrar outras excelências?Em ti se encontra oculto o tesouro dos tesouros!Homem!... Conhece-te a ti memso e conhecerás o Universo e os Deuses.»
sábado, 28 de março de 2009
A Escravidão histórica sucedida pelo trabalho assalariado
Em sete mil anos aceitos da história da civilização, me fiz uma pergunta: Por que em 6850 anos o mundo conheceu o modo de produção escravista, e nos 150 dos dias atuais, o modo de produção mudou para um trabalho livre e assalariado?
Antes de divagar sobre a resposta, farei uma explanação sobre os conceitos filosóficos da economia que estão por detrás da história.
Kant disse que a busca do entendimento dos fenômenos no mundo se faz antes com juízos a priori sobre o mundo como tempo, espaço e causalidade. As leis da física são dados a priori a qualquer observação, e são através dela que se constroem verdades científicas, no quais essas também se tornam um juízo que também se chama conceitos a priori na observação dos fenômenos.
Na economia que é considerada hoje uma ciência se estipula também conceitos a priori, como a lei da vontade, oferta e da procura, lei de Say, lei do trabalho etc.
Na lei da oferta e da procura, que considero um dos mais importante na interpretação dos fenômenos econômicos, se delimita o valor das coisas, sendo valiosas quando muito procuradas tornado-as escassas, ou de preços baratos por haver muita oferta delas ou pouca procura.
Práxis da teoria
Como podemos associar então os conceitos econômicos no tema proposto por esse texto? Vou tentar explicar:
Antes da revolução industrial, o modo de produção era lento bem como o transporte que também não possuía muita capacidade de carga, o que tornava tudo muito caro.
Se houvesse um aumenta na renda per – capita de uma sociedade antiga, por exemplo, haveria um enorme problema com inflação, pois, com o aumento da renda, a população consumiria mais, porém, o sistema produtivo não acompanharia a demanda. A solução desse problema era muitas vezes resolvido na captação de mais escravos para o aceleramento produtivo.
Um modo de produção assalariado era algo impraticável na antiguidade e nas outras eras onde não havia a indústria mecanizada, pois o trabalho assalariado causa o fenômeno do crescimento exponencial da produção, ou seja, o trabalhador assalariado gasta seu salário com compras, gerando mais “empregos” que por sua vez gastaram também gerando mais rendo e etc. Porém, como na antiguidade não havia técnicas de produção eficazes, o devido crescimento exponencial deixaria a inflação em índices elevadíssimos, desestimulando o trabalho operário, pois se há muita gente com dinheiro na mão mas sem produtos para comprar, as coisas, devido a sua procura, então tendem a aumentar o preço a quem possa pagar mais, conforme a lei da oferta e da procura.
É por essa razão que o trabalho escravo era uma imposição de uma classe dominante ou uma nação vitoriosa sobre as outras com o intuito de produzir o necessário.
Por exemplo, as razões principais da queda do império romano foi a falta de escravos devido a pax-romana e a ética cristã, fazendo com que a sociedade pagasse pelos serviços requeridos. Outro motivo foi o aumento do efetivo do exército. Esses fatos fizeram com que a economia inflasse com moeda corrente, fazendo os preços aumentarem, colocando Roma numa situação de miséria nunca antes vista em sua história.
Na Europa medieval, a economia não sofria esses reveses devido a própria inexistência de comércio, e no mundo árabe e bizantino os preços e o comércio era fortemente controlado pelas corporações de ofício no qual eram subordinadas diretamente aos soberanos, o que não diferia muito do sistema de servidão.,
Com a formação dos estados absolutos e o mercantilismo e em conseqüência o aquecimento da economia, uma pressão inflacionária assolou a Europa, mas as tensões eram sempre atenuadas com a ida de contingentes ao novo mundo e a emissão de subsídios com o trabalho escravo desse a Europa, deixando os preços sempre sobre um patamar aceitável.
O império turco Otomano a partir da era moderna, começou a declinar constantemente devido ao modo de produção escravista, com escravos cada vez mais escassos.
É importante lembrar também que o comércio na antiguidade até a revolução industrial se realizava quase que exclusivamente nas cidades portuárias. Era um comércio pequeno.
Com a revolução industrial, o desenvolvimento da produção agrícola, de manufaturas e dos meios de transporte tornou a produção mais eficaz. Antes, na industria têxtil, com 100 costureiras se fazia 50 peças de tecido. Depois, com uma costureira treinada a mexer com um tear mecânico, produzia em um dia 100 peças de tecido. No meio de transporte o navio a vapor levava 100 vezes mais que uma caravela, e com a metade do tempo gasto.
Na revolução industrial então, produziu uma quantidade de bens nunca antes conhecida na história conhecida, estimulando banqueiros a fomentarem o capitalismo que se fundamentava no trabalho assalariado que por sua vez, gerava uma produção de riquezas de forma exponencial.
Logo, na segunda revolução industrial, o mundo conheceu uma produção de riquezas fantástica. A revolução industrial foi o divisor de águas na era da história, na ordem de importância do que foi a invenção da escrita para a história.
Os filósofos
Vocês podem notar, caros leitores, que a época antiga comparada com a época das luzes na Europa não diferia muito em estrutura. A escravidão era amplamente aplicada pelos motivos acima expostos.
Logo, os filósofos das Luzes, como Russeau, Kant, Hobbes, Locke, Maquiavel etc, não diferem de forma significante dos filósofos romanos e gregos, pois todos contemplavam o mesmo tipo de economia. Os filósofos das luzes nada mais são do que revisores de conceitos da “coisa pública” resgatado do direito romano, bem como a delimitação da racionalidade, diante da nova sociedade emergente que suplantava a idade média, onde os conceitos de civilidade, de direito não existiam, bem como método científico inexistia.
Mas foi com o advento da revolução industrial onde foi necessário novos filósofos que interpretassem os novos fenômenos aparentes como o monetário, a liberdade diante das profundas transformações sociais sofridas. Exemplos disso é Adam Smith, David Richard, Thomas Maltus, Karl Marx, Husserl e tantos outros.
Antes de divagar sobre a resposta, farei uma explanação sobre os conceitos filosóficos da economia que estão por detrás da história.
Kant disse que a busca do entendimento dos fenômenos no mundo se faz antes com juízos a priori sobre o mundo como tempo, espaço e causalidade. As leis da física são dados a priori a qualquer observação, e são através dela que se constroem verdades científicas, no quais essas também se tornam um juízo que também se chama conceitos a priori na observação dos fenômenos.
Na economia que é considerada hoje uma ciência se estipula também conceitos a priori, como a lei da vontade, oferta e da procura, lei de Say, lei do trabalho etc.
Na lei da oferta e da procura, que considero um dos mais importante na interpretação dos fenômenos econômicos, se delimita o valor das coisas, sendo valiosas quando muito procuradas tornado-as escassas, ou de preços baratos por haver muita oferta delas ou pouca procura.
Práxis da teoria
Como podemos associar então os conceitos econômicos no tema proposto por esse texto? Vou tentar explicar:
Antes da revolução industrial, o modo de produção era lento bem como o transporte que também não possuía muita capacidade de carga, o que tornava tudo muito caro.
Se houvesse um aumenta na renda per – capita de uma sociedade antiga, por exemplo, haveria um enorme problema com inflação, pois, com o aumento da renda, a população consumiria mais, porém, o sistema produtivo não acompanharia a demanda. A solução desse problema era muitas vezes resolvido na captação de mais escravos para o aceleramento produtivo.
Um modo de produção assalariado era algo impraticável na antiguidade e nas outras eras onde não havia a indústria mecanizada, pois o trabalho assalariado causa o fenômeno do crescimento exponencial da produção, ou seja, o trabalhador assalariado gasta seu salário com compras, gerando mais “empregos” que por sua vez gastaram também gerando mais rendo e etc. Porém, como na antiguidade não havia técnicas de produção eficazes, o devido crescimento exponencial deixaria a inflação em índices elevadíssimos, desestimulando o trabalho operário, pois se há muita gente com dinheiro na mão mas sem produtos para comprar, as coisas, devido a sua procura, então tendem a aumentar o preço a quem possa pagar mais, conforme a lei da oferta e da procura.
É por essa razão que o trabalho escravo era uma imposição de uma classe dominante ou uma nação vitoriosa sobre as outras com o intuito de produzir o necessário.
Por exemplo, as razões principais da queda do império romano foi a falta de escravos devido a pax-romana e a ética cristã, fazendo com que a sociedade pagasse pelos serviços requeridos. Outro motivo foi o aumento do efetivo do exército. Esses fatos fizeram com que a economia inflasse com moeda corrente, fazendo os preços aumentarem, colocando Roma numa situação de miséria nunca antes vista em sua história.
Na Europa medieval, a economia não sofria esses reveses devido a própria inexistência de comércio, e no mundo árabe e bizantino os preços e o comércio era fortemente controlado pelas corporações de ofício no qual eram subordinadas diretamente aos soberanos, o que não diferia muito do sistema de servidão.,
Com a formação dos estados absolutos e o mercantilismo e em conseqüência o aquecimento da economia, uma pressão inflacionária assolou a Europa, mas as tensões eram sempre atenuadas com a ida de contingentes ao novo mundo e a emissão de subsídios com o trabalho escravo desse a Europa, deixando os preços sempre sobre um patamar aceitável.
O império turco Otomano a partir da era moderna, começou a declinar constantemente devido ao modo de produção escravista, com escravos cada vez mais escassos.
É importante lembrar também que o comércio na antiguidade até a revolução industrial se realizava quase que exclusivamente nas cidades portuárias. Era um comércio pequeno.
Com a revolução industrial, o desenvolvimento da produção agrícola, de manufaturas e dos meios de transporte tornou a produção mais eficaz. Antes, na industria têxtil, com 100 costureiras se fazia 50 peças de tecido. Depois, com uma costureira treinada a mexer com um tear mecânico, produzia em um dia 100 peças de tecido. No meio de transporte o navio a vapor levava 100 vezes mais que uma caravela, e com a metade do tempo gasto.
Na revolução industrial então, produziu uma quantidade de bens nunca antes conhecida na história conhecida, estimulando banqueiros a fomentarem o capitalismo que se fundamentava no trabalho assalariado que por sua vez, gerava uma produção de riquezas de forma exponencial.
Logo, na segunda revolução industrial, o mundo conheceu uma produção de riquezas fantástica. A revolução industrial foi o divisor de águas na era da história, na ordem de importância do que foi a invenção da escrita para a história.
Os filósofos
Vocês podem notar, caros leitores, que a época antiga comparada com a época das luzes na Europa não diferia muito em estrutura. A escravidão era amplamente aplicada pelos motivos acima expostos.
Logo, os filósofos das Luzes, como Russeau, Kant, Hobbes, Locke, Maquiavel etc, não diferem de forma significante dos filósofos romanos e gregos, pois todos contemplavam o mesmo tipo de economia. Os filósofos das luzes nada mais são do que revisores de conceitos da “coisa pública” resgatado do direito romano, bem como a delimitação da racionalidade, diante da nova sociedade emergente que suplantava a idade média, onde os conceitos de civilidade, de direito não existiam, bem como método científico inexistia.
Mas foi com o advento da revolução industrial onde foi necessário novos filósofos que interpretassem os novos fenômenos aparentes como o monetário, a liberdade diante das profundas transformações sociais sofridas. Exemplos disso é Adam Smith, David Richard, Thomas Maltus, Karl Marx, Husserl e tantos outros.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Onde está o dinheiro?
No fenômeno da crise, onde está o dinheiro?
O fenômeno econômico, a meu ver, é muito fácil de entender. A dificuldade está em interpretar a verbarrogia do economiques, muitas vezes inúteis para ajudar a entender o sentido profundo do acontecer no mundo.
Todos nós estamos informados que o mundo sofre o flagelo da crise econômica iniciada com o estouro da bolha imobiliária dos Estados Unidos.
As doutrinas econômicas tem-se culpado umas as outras pela recessão. Os neoliberais culpam Alan Greespan, presidente do Federal reserve na era Clinton de forçar empréstimos a juros baixos para financiamento de imóveis populares diante dos preços elevados de aluguéis naquele país e demais atos de populismo como gerar empregos etc, demonstrando que as intervenções estatais na economia sempre tem conseqüências trágicas como a crise gerada pelo super-crédito.
Os keynesianos por sua vez, culpam os neoliberais, de que as crises, as oscilações e especulações são devidos da falta de controle do estado diante especuladores que abalam sistemas políticos ao sabor de sua ambições .
Os marxistas e neofascistas, apesar de serem um contra o outro, ambos atacam neo-liberais e keynesianos, sugerindo um estado forte e controlador.
Mas enquanto ninguém chega a um acordo, uma pergunta que muito intriga. Onde está o dinheiro? Já ouvi diversos economistas e sociólogos na TV e revistas e todos dizem de uma forma generalizada que o dinheiro “secou” na fonte, como se ele tivesse desaparecido do sistema. Tudo não passa de uma baita confusão que colocam na mente do povo explicando conceitos econômicos pela metade, algo típico nos méios de comunicação onde não há profundidade nenhuma em discussões.
O dinheiro, é óbvio, está no sistema bancário brasileiro que guarda o dinheiro das pessoas. Ha aproximadamente 40 trilhões de reais ativos em moeda escritural no sistema bancário, fora as reservas em moeda de outros países, ouro, prata etc.
É importante notar que o dinheiro nunca sai do banco. O dinheiro que circula em nossos bolsos e carteiras não passa de “troquinhos”. A moeda impressa no Brasil que circula é de aproximadamente 90 bilhões de reais. Todo o resto do dinheiro se chama moeda escritural, que se manifesta na sociedade em formas virtuais nos computadores, em títulos, em cheques ou mesmo com esse próprios 90 bilhões de dinheiro impresso que a todo momento entram e saem do banco com os depósitos e saques das pessoas.
A lógica da crise então se consiste no simples fato de todo esse dinheiro não estar circulando. E isso se deve pelo fato dos juros estarem altos.
Quem sofre com o esfriamento da economia nunca são as grandes corporações, mas o pequeno e médio empreendedor e o trabalhador assalariado. Ora, como eu posso sustentar isso? É simples. Vejam: Se o sistema bancário brasileiro possui 40 trilhões de reais no qual sempre aumenta anualmente com o PIB, alguma empresa deve estar com boa parte desse dinheiro? Mas quem? Ora, é fato que o dinheiro não está circulando bem devido aos juros altos, mas o dinheiro então só pode estar nas mãos das grandes corporações.
É estranho o conceito em que as grandes companhias possuam problemas financeiros pela seguinte lógica: Elas devem pagar seus fornecedores, mas esses fornecedores também devem pagar os seus, e esses por sua vez também. Ou seja, o dinheiro sempre tem um piso de circulação para novamente estar em mãos dos quem dominam o sistema produtivo, que são as corporações, que são na realiade, comglomerados de trustes bancários e de grandes investidores. Por isso, levanto uma questão: Como um banco pode quebrar, pelo fato dele emprestar dinheiro e podendo emprestar a ele mesmo, e sendo fato também que ele é acionista das grandes corporações?
Talvez a crise seja mesmo crise pelo fato da imprensa sempre amedrontar as empresas e pessoas devido ao um futuro inserto, e essas empresas e pessoal começam a cortar despesas para criar uma reserva para a crise, porém, potencializando a crise, pois se ninguém mais comprar, ninguém irá vender, não é lógico?
A questão da inflação
Essa questão tem sido tema de preocupação dos governos dos países na década de 90, devido aos problemas inflacionários da década de 80 causados pela crise do petróleo da década de 70.
A política econômica de Substituições de Importações iniciada pelo governo Getúlio Vargas depois de 1930 amplamente praticada na história brasileira a partir dessa data, porém em franco fracasso da política econômica do governo Sarney e nos planos malucos e do mesmo intuito heterodoxo do governo Collor de bloquear os ativos de pessoas físicas, demonstrou ao Brasil a proposta neoliberal de controle da inflação.
Com a política neoliberal de esquerda do governo FHC, (como ele se auto-intitula), agiu de várias maneiras para conter a alta dos preços no país, como a elevação dos juros, aumento dos impostos, aumentar o superávit primário, valorizar o real e abrir as alfândegas, o que caracterizou o Plano Real, que era de caráter recessivo.
Com a moeda estabilizada, o governo FHC decidiu que a economia deveria crescer de forma lenta, baixando os juros e os impostos progressivamente.
No governo Lula, a mesma política foi adotada, agora porém de forma mais determinada, resolver fazer o país se aquecer economicamente de novo, porém com um crescimento de 4% ao ano. Mas porque dessa decisão?
Ora, como as pessoas que mexem com o comércio e produção bem sabem, não adianta liberar crédito e dinheiro na sociedade se não há produto para comprar. Para se dobrar a capacidade de produção e o devido estoque, demora aproximadamente um ano. Mas para alimentos em geral, se leva dois anos, além da falta de mão de obra especializada para atender o crescimento do país, bem como a oferta de energia elétrica e madeira para caldeiras em geral.
A classe produtiva, bancos e serviços, logo, devem possuir uma confiança no governo para apostarem em fazer estoques para um comprador certo prometido desse nesse crescimento econômico.
Um outro fator do crescimento lento da economia era a observação de um estouro na bolha do setor de crédito de imóveis americanos feita por agências de economia do mundo. Um crescimento mais acelerado se pressupões o endividamento da população. A crise seria muito pior então se essas dívidas maiores fossem contraídas.
Outro exemplo na história que justifique as atitudes seguras e até recalcadas do governo Lula é o que aconteceu com a Argentina recentemente. Depois da recessão econômica sofrida a sete anos atrás, esse país resolve dar um impulso econômico, crescendo aproximadamente 7% a 8% ao ano. Porém, um país que ficou cerca de dois a três anos em recessão, desestimulando a produção interna, logo, não tem o que vender num surto de crescimento, gerando inflação. A medida do governo Argentino foi a de tabelar os preços, causando uma falta generalizada de produtos, até mesmo e gasolina.
Na China, com aquele crescimento fantástico de 15% ao ano, só é possível graças a onipresença e onipotência do Estado. Pois, se o governo chinês decretar um tabelamento dos preços devido a uma inflação devido ao seu alto crescimento, os transgressores da política de preços do “partido” certamente será fuzilado.
No Brasil, o poder executivo não possui autoridade sobre a economia, sendo que nosso país fica refém de especuladores em geral. Só para lembrar, no tempo do crescimento alucinante da economia brasileira na época da ditadura, já recebendo um processo inflacionário da época de JK, conseguiu manter o país equilibrado somente pela força do decreto ditatorial, somente entregando os pontos na grave crise de proporções mundial na época da crise do petróleo. Mas a escolhambação da economia aconteceu mesmo na época da abertura política, onde o governo civil não tinha autoridade nenhuma mais sobre as pressões libertinas na ditadura.
O governo Obama, entendo, pode estar certo na intervenção direta na economia, a contra gosto dos liberais. Pois tal atitude garante a produção e evita o endividamento da sociedade, libertando os EUA da agonia de da grande depressão de 1930. Porém, muitos falam que os EUA terão uma dívida pública ainda maior. Mas isso é conversa fiaada, pois os credores dos EUA são as próprias corporações de petróleo, de armas, bancos, industrias farmacêuticas, de informática e etc no qual dominam o mundo e usam dos atributos do departamento de estado dos EUA a resolverem seus interesses.
Toledo, 19 de março de 2009-03-20
Rafael Unha de Oliveira
Acadêmico de história da Unipar – Campus Cascavel
O fenômeno econômico, a meu ver, é muito fácil de entender. A dificuldade está em interpretar a verbarrogia do economiques, muitas vezes inúteis para ajudar a entender o sentido profundo do acontecer no mundo.
Todos nós estamos informados que o mundo sofre o flagelo da crise econômica iniciada com o estouro da bolha imobiliária dos Estados Unidos.
As doutrinas econômicas tem-se culpado umas as outras pela recessão. Os neoliberais culpam Alan Greespan, presidente do Federal reserve na era Clinton de forçar empréstimos a juros baixos para financiamento de imóveis populares diante dos preços elevados de aluguéis naquele país e demais atos de populismo como gerar empregos etc, demonstrando que as intervenções estatais na economia sempre tem conseqüências trágicas como a crise gerada pelo super-crédito.
Os keynesianos por sua vez, culpam os neoliberais, de que as crises, as oscilações e especulações são devidos da falta de controle do estado diante especuladores que abalam sistemas políticos ao sabor de sua ambições .
Os marxistas e neofascistas, apesar de serem um contra o outro, ambos atacam neo-liberais e keynesianos, sugerindo um estado forte e controlador.
Mas enquanto ninguém chega a um acordo, uma pergunta que muito intriga. Onde está o dinheiro? Já ouvi diversos economistas e sociólogos na TV e revistas e todos dizem de uma forma generalizada que o dinheiro “secou” na fonte, como se ele tivesse desaparecido do sistema. Tudo não passa de uma baita confusão que colocam na mente do povo explicando conceitos econômicos pela metade, algo típico nos méios de comunicação onde não há profundidade nenhuma em discussões.
O dinheiro, é óbvio, está no sistema bancário brasileiro que guarda o dinheiro das pessoas. Ha aproximadamente 40 trilhões de reais ativos em moeda escritural no sistema bancário, fora as reservas em moeda de outros países, ouro, prata etc.
É importante notar que o dinheiro nunca sai do banco. O dinheiro que circula em nossos bolsos e carteiras não passa de “troquinhos”. A moeda impressa no Brasil que circula é de aproximadamente 90 bilhões de reais. Todo o resto do dinheiro se chama moeda escritural, que se manifesta na sociedade em formas virtuais nos computadores, em títulos, em cheques ou mesmo com esse próprios 90 bilhões de dinheiro impresso que a todo momento entram e saem do banco com os depósitos e saques das pessoas.
A lógica da crise então se consiste no simples fato de todo esse dinheiro não estar circulando. E isso se deve pelo fato dos juros estarem altos.
Quem sofre com o esfriamento da economia nunca são as grandes corporações, mas o pequeno e médio empreendedor e o trabalhador assalariado. Ora, como eu posso sustentar isso? É simples. Vejam: Se o sistema bancário brasileiro possui 40 trilhões de reais no qual sempre aumenta anualmente com o PIB, alguma empresa deve estar com boa parte desse dinheiro? Mas quem? Ora, é fato que o dinheiro não está circulando bem devido aos juros altos, mas o dinheiro então só pode estar nas mãos das grandes corporações.
É estranho o conceito em que as grandes companhias possuam problemas financeiros pela seguinte lógica: Elas devem pagar seus fornecedores, mas esses fornecedores também devem pagar os seus, e esses por sua vez também. Ou seja, o dinheiro sempre tem um piso de circulação para novamente estar em mãos dos quem dominam o sistema produtivo, que são as corporações, que são na realiade, comglomerados de trustes bancários e de grandes investidores. Por isso, levanto uma questão: Como um banco pode quebrar, pelo fato dele emprestar dinheiro e podendo emprestar a ele mesmo, e sendo fato também que ele é acionista das grandes corporações?
Talvez a crise seja mesmo crise pelo fato da imprensa sempre amedrontar as empresas e pessoas devido ao um futuro inserto, e essas empresas e pessoal começam a cortar despesas para criar uma reserva para a crise, porém, potencializando a crise, pois se ninguém mais comprar, ninguém irá vender, não é lógico?
A questão da inflação
Essa questão tem sido tema de preocupação dos governos dos países na década de 90, devido aos problemas inflacionários da década de 80 causados pela crise do petróleo da década de 70.
A política econômica de Substituições de Importações iniciada pelo governo Getúlio Vargas depois de 1930 amplamente praticada na história brasileira a partir dessa data, porém em franco fracasso da política econômica do governo Sarney e nos planos malucos e do mesmo intuito heterodoxo do governo Collor de bloquear os ativos de pessoas físicas, demonstrou ao Brasil a proposta neoliberal de controle da inflação.
Com a política neoliberal de esquerda do governo FHC, (como ele se auto-intitula), agiu de várias maneiras para conter a alta dos preços no país, como a elevação dos juros, aumento dos impostos, aumentar o superávit primário, valorizar o real e abrir as alfândegas, o que caracterizou o Plano Real, que era de caráter recessivo.
Com a moeda estabilizada, o governo FHC decidiu que a economia deveria crescer de forma lenta, baixando os juros e os impostos progressivamente.
No governo Lula, a mesma política foi adotada, agora porém de forma mais determinada, resolver fazer o país se aquecer economicamente de novo, porém com um crescimento de 4% ao ano. Mas porque dessa decisão?
Ora, como as pessoas que mexem com o comércio e produção bem sabem, não adianta liberar crédito e dinheiro na sociedade se não há produto para comprar. Para se dobrar a capacidade de produção e o devido estoque, demora aproximadamente um ano. Mas para alimentos em geral, se leva dois anos, além da falta de mão de obra especializada para atender o crescimento do país, bem como a oferta de energia elétrica e madeira para caldeiras em geral.
A classe produtiva, bancos e serviços, logo, devem possuir uma confiança no governo para apostarem em fazer estoques para um comprador certo prometido desse nesse crescimento econômico.
Um outro fator do crescimento lento da economia era a observação de um estouro na bolha do setor de crédito de imóveis americanos feita por agências de economia do mundo. Um crescimento mais acelerado se pressupões o endividamento da população. A crise seria muito pior então se essas dívidas maiores fossem contraídas.
Outro exemplo na história que justifique as atitudes seguras e até recalcadas do governo Lula é o que aconteceu com a Argentina recentemente. Depois da recessão econômica sofrida a sete anos atrás, esse país resolve dar um impulso econômico, crescendo aproximadamente 7% a 8% ao ano. Porém, um país que ficou cerca de dois a três anos em recessão, desestimulando a produção interna, logo, não tem o que vender num surto de crescimento, gerando inflação. A medida do governo Argentino foi a de tabelar os preços, causando uma falta generalizada de produtos, até mesmo e gasolina.
Na China, com aquele crescimento fantástico de 15% ao ano, só é possível graças a onipresença e onipotência do Estado. Pois, se o governo chinês decretar um tabelamento dos preços devido a uma inflação devido ao seu alto crescimento, os transgressores da política de preços do “partido” certamente será fuzilado.
No Brasil, o poder executivo não possui autoridade sobre a economia, sendo que nosso país fica refém de especuladores em geral. Só para lembrar, no tempo do crescimento alucinante da economia brasileira na época da ditadura, já recebendo um processo inflacionário da época de JK, conseguiu manter o país equilibrado somente pela força do decreto ditatorial, somente entregando os pontos na grave crise de proporções mundial na época da crise do petróleo. Mas a escolhambação da economia aconteceu mesmo na época da abertura política, onde o governo civil não tinha autoridade nenhuma mais sobre as pressões libertinas na ditadura.
O governo Obama, entendo, pode estar certo na intervenção direta na economia, a contra gosto dos liberais. Pois tal atitude garante a produção e evita o endividamento da sociedade, libertando os EUA da agonia de da grande depressão de 1930. Porém, muitos falam que os EUA terão uma dívida pública ainda maior. Mas isso é conversa fiaada, pois os credores dos EUA são as próprias corporações de petróleo, de armas, bancos, industrias farmacêuticas, de informática e etc no qual dominam o mundo e usam dos atributos do departamento de estado dos EUA a resolverem seus interesses.
Toledo, 19 de março de 2009-03-20
Rafael Unha de Oliveira
Acadêmico de história da Unipar – Campus Cascavel
segunda-feira, 16 de março de 2009
fundamentos filosóficos de uma sociedade insana
Vós, homens, como indivíduos, desenvolveis vossos sentidos pela luta social, pela auto-preservação e dais inicio, assim, à consciência de separação. Desde a infância que vos foi incutida a idéia de que sois uma entidade separada; e desta ilusão provem a divisão entre "vosso" e "meu", no que pensais e no que sentis, no que possuis e em todas as cosias. Daí surge também a idéia de que vos deveis tornar algo de grande no futuro e a de que fostes já algo no passado. Um contraste contínuo. E desta consciência separada surgem - cobiça, a inveja, o ódio, o sentimento de posse, a preocupação da vaidade, as alegrias passageiras, as tristezas transitórias e os transitórios prazeres. Esta é uma civilização grosseira baseada na competição, na qual cada um trata de si, sem benevolência, sem equanimidade. É um mundo de conflito, de corrupção, de contenda, que a seu tempo conduzirá à guerra.
Em virtude de tal entendimento de separatividade, o "Eu" torna-se todo poderoso; dessa consciência de separação nasce o medo. E onde quer que exista o medo, manifesta-se imediatamente o desejo de buscar o conforto, em lugar do entendimento que dissipa todo o temor. Pois o conforto adormece o vosso temor inato de perder vossa identidade separada.
O conforto produz tão somente um ajuste temporário, mas não uma harmonia e equilíbrio permanentes; produz um alivio imediato em vez de um entendimento compreensivo, contínuo; produz o adiamento do esforço, uma evasão contínua em lugar da luta para compreender no presente. Por causa desse temor, buscais o consolo no culto, na prece, no erguimento de imagens, por intermédio de ritos e cerimônias. Essa ilusão de separação vos leva à preocupação da morte, e do que vai acontecer no futuro, isto é, sobre se tereis de vos reencarnar e sobre o que haveis de ter sido no passado. Por outras palavras, são o passado e o futuro que empolgam o homem que se acha atemorizado; a compreensão do presente, nunca. Enquanto o presente não for compreendido, o futuro jamais vos proporcionará seu verdadeiro significado, pois que o futuro, na realidade, não existe.
Observe a maioria das pessoas, e verificareis que todas pensam que, por tornarem-se maiores, por ampliarem sua consciência, mediante uma série de experiências, pelo fato de retroceder, avançar e reencarnar, se estão aproximando cada vez mais da verdade. Para mim, essa concepção é inteiramente ilusória, pois a realidade, em sua inteireza, em sua plenitude, em sua riqueza, existe em tudo e, portanto, é eterna. O que é permanente, eterno em tudo, não pode progredir. O que denominamos progresso somente pode ser aplicado a determinado fato, não à realidade.fragmentos: Krishnamurti -
Palestra realizada em Londres - 1931 - Do livro: Coletânea de Palestras
Em virtude de tal entendimento de separatividade, o "Eu" torna-se todo poderoso; dessa consciência de separação nasce o medo. E onde quer que exista o medo, manifesta-se imediatamente o desejo de buscar o conforto, em lugar do entendimento que dissipa todo o temor. Pois o conforto adormece o vosso temor inato de perder vossa identidade separada.
O conforto produz tão somente um ajuste temporário, mas não uma harmonia e equilíbrio permanentes; produz um alivio imediato em vez de um entendimento compreensivo, contínuo; produz o adiamento do esforço, uma evasão contínua em lugar da luta para compreender no presente. Por causa desse temor, buscais o consolo no culto, na prece, no erguimento de imagens, por intermédio de ritos e cerimônias. Essa ilusão de separação vos leva à preocupação da morte, e do que vai acontecer no futuro, isto é, sobre se tereis de vos reencarnar e sobre o que haveis de ter sido no passado. Por outras palavras, são o passado e o futuro que empolgam o homem que se acha atemorizado; a compreensão do presente, nunca. Enquanto o presente não for compreendido, o futuro jamais vos proporcionará seu verdadeiro significado, pois que o futuro, na realidade, não existe.
Observe a maioria das pessoas, e verificareis que todas pensam que, por tornarem-se maiores, por ampliarem sua consciência, mediante uma série de experiências, pelo fato de retroceder, avançar e reencarnar, se estão aproximando cada vez mais da verdade. Para mim, essa concepção é inteiramente ilusória, pois a realidade, em sua inteireza, em sua plenitude, em sua riqueza, existe em tudo e, portanto, é eterna. O que é permanente, eterno em tudo, não pode progredir. O que denominamos progresso somente pode ser aplicado a determinado fato, não à realidade.fragmentos: Krishnamurti -
Palestra realizada em Londres - 1931 - Do livro: Coletânea de Palestras
sábado, 14 de março de 2009
O caminho espiritual da matemática
A descoberta da filosofia se da quando o estudante descobre que a filosofia é uma relação mística com o UNO. Essa concepção espiritual da filosofia não é aceita na comunidade intelectual em geral, por estarem, acredito, em dormência profunda em relação ao interesse pela verdade do ser.
Porém, ha muitas pessoas que se deram conta disso, e se embrenharam no estudo do ocultismo, ingestão de alucinógenos para o contato íntimo como “Apheirón”.
Acredito que o ocultismo ainda é uma visão imatura da filosofia. Primeiro porque a filosofia por se caracterizar pelo transcendental já se preocupa com o desvelamento oculto dos ser, que se mostra e se vela ao mesmo tempo.
É somente com o estudo da matemática que se caracteriza como uma busca espiritual pelo ser. É ela o firme fundamento da contemplação mística do transcendental. A matemática é a analise das verdades eternas, dos postulados de origem divina que é para sempre, imutáveis em qualquer dimensão e tempo.
Não estou dizendo que o puro ato do estudo da matemática seja o todo em si mesmo. Não, não, mas sim, que o estudo da matemática deve ser inicial a todos os outros estudos. Porém, a matemática não deve ser tida como autônoma das outras áreas do saber, mas as outras áreas como desdobramento matemático.
Ciências exatas e ciências humanas:
O público acadêmico comete sempre o crônico erro de entendimento ao dizer que existe uma separação entre ciências exatas e ciências humanas. A meu ver, não há separação nenhuma.
As ciências exatas trabalham com aquilo que é dado no mundo, e as ciências humanas, as possibilidades do que é dado acontecer no mundo. Uma é a sustentabilidade da outra que analisa o que realmente é o mundo.
A matemática é a essência das duas, porém, não é uma ciência. Pode existir uma ciência que estude a simbologia matemática, algo quase gramatical, mas a ontologia matemática não é uma ciência, mas um estado de espírito.
A Unipresença de Deus:
Para deixar mais concreto minha exposição sobre a espiritualidade do estudante de matemática, mostro um exemplo muito interessante. Há um Deus dos homens. Mas se um ser extra-terrestre viesse ao nosso planeta, e um de nós perguntássemos “o Deus do alien é o mesmo que o nosso?” . Com certeza, pois no universo podem haver infinitos mundos e estrelas, infinitos acontecimentos. Mas não pode haver infinitos infinitos. O infinito é um só para todos no infinito. O infinito é um, é o UNO.
O ser alienígena que aparece diante de nós possui o mesmo Deus então, pois o nosso Uno é o mesmo Uno dele, as nossas verdades matemáticas são as dele também. A matemática é a relação com o UNO no qual qualquer criatura do universo pode acessar e adorar.
Porém, ha muitas pessoas que se deram conta disso, e se embrenharam no estudo do ocultismo, ingestão de alucinógenos para o contato íntimo como “Apheirón”.
Acredito que o ocultismo ainda é uma visão imatura da filosofia. Primeiro porque a filosofia por se caracterizar pelo transcendental já se preocupa com o desvelamento oculto dos ser, que se mostra e se vela ao mesmo tempo.
É somente com o estudo da matemática que se caracteriza como uma busca espiritual pelo ser. É ela o firme fundamento da contemplação mística do transcendental. A matemática é a analise das verdades eternas, dos postulados de origem divina que é para sempre, imutáveis em qualquer dimensão e tempo.
Não estou dizendo que o puro ato do estudo da matemática seja o todo em si mesmo. Não, não, mas sim, que o estudo da matemática deve ser inicial a todos os outros estudos. Porém, a matemática não deve ser tida como autônoma das outras áreas do saber, mas as outras áreas como desdobramento matemático.
Ciências exatas e ciências humanas:
O público acadêmico comete sempre o crônico erro de entendimento ao dizer que existe uma separação entre ciências exatas e ciências humanas. A meu ver, não há separação nenhuma.
As ciências exatas trabalham com aquilo que é dado no mundo, e as ciências humanas, as possibilidades do que é dado acontecer no mundo. Uma é a sustentabilidade da outra que analisa o que realmente é o mundo.
A matemática é a essência das duas, porém, não é uma ciência. Pode existir uma ciência que estude a simbologia matemática, algo quase gramatical, mas a ontologia matemática não é uma ciência, mas um estado de espírito.
A Unipresença de Deus:
Para deixar mais concreto minha exposição sobre a espiritualidade do estudante de matemática, mostro um exemplo muito interessante. Há um Deus dos homens. Mas se um ser extra-terrestre viesse ao nosso planeta, e um de nós perguntássemos “o Deus do alien é o mesmo que o nosso?” . Com certeza, pois no universo podem haver infinitos mundos e estrelas, infinitos acontecimentos. Mas não pode haver infinitos infinitos. O infinito é um só para todos no infinito. O infinito é um, é o UNO.
O ser alienígena que aparece diante de nós possui o mesmo Deus então, pois o nosso Uno é o mesmo Uno dele, as nossas verdades matemáticas são as dele também. A matemática é a relação com o UNO no qual qualquer criatura do universo pode acessar e adorar.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Considerações sobre Isaac Newton
A filosofia se divide em duas grandes linhas, a dos místicos e a dos epistemólogos. Os primeiros discípulos conscientes ou inconscientes de Platão e os pitagóricos, e outros, da área de Aristóteles e Euclides.
Na Idade Moderna, com Descartes, um dos filósofos mais incompreendidos da história, lança os fundamentos da interpretação do mundo, análises e regras do método de como conhecer corretamente(Ao meu ver, em nenhuma diferença com a metafísica de Aristóteles).
O Aristotelismo entra com força na Europa, afastando os místicos cristãos sobre a influência do neo-platônico Sto. Agostinho.
Apesar das considerações místicas ainda serem bastante pertinentes, o mundo preferiu esquecer seus postulados em favor das proezas metafísicas da epistemologia.
Na Inglaterra da Época de Isaac Newton, a coisa não era diferente. Os ingleses aspiravam por mais fundamentos experimentais para finalidades práticas do que elucrubações místicas, surge o empirismo, se opondo a racionalidade quase platônica cartasiana.
Ora, Newton era Alquimista, e como tal, estava na ordem dos místicos e com certeza, na intimidade não compactuava com os dogmas cristãos ou qualquer outro sistema de crendices.
Porém, foi ele que ditou postulou as leis da física nas bases de Euclides, desprezando todos os mistérios que envolvem a entropia do Universo.
Newton, chefe do tesouro real e outros títulos políticos, da a entender a nós que seu trabalho se concentrava em resultados práticos a serem usados por seus país, deixando para de lado as reflexões sobre o Uno, que bem disse David Hume, se não podemos saber sobre a origem, então não importa perguntar sobre ele.
A física de Newton porém ganhou adeptos no mundo inteiro devido as proezas da ciência. Mas essa, enfim, encontrou seu limite diante as descobertas da física quântica que novamente retoma os problemas da filosofia grega antiga, no qual devemos escolher entre Aristóteles ou Platão.
Mas o mundo não está preparado filosoficamente a entender o mundo a luz da filosofia. O mundo está doente, histérico, insano em crendices, em postulados mal-entedidos, mal digeridos sobre método científico. O mundo produz conhecimento, mas não sabe exatamente o que produz.
A humanidade está tão insana que os conceitos científicos que são verdades transitórias valem quase como um dogma religioso. É proibido questionar os fundamentos da ciência. Por exemplo, é proibido questionar a viagem do homem a Lua. É proibido dizer que existem curas pelo poder da fé.
Sabe, pessoal, antes de estudarmos ciência, devemos estudar Aristóteles, e antes desse, Platão. Devemos conhecer as críticas de Aristóteles a Platão. Aí sim, poderemos fazer ciência e pensarmos a sua possibilidade.
Na Idade Moderna, com Descartes, um dos filósofos mais incompreendidos da história, lança os fundamentos da interpretação do mundo, análises e regras do método de como conhecer corretamente(Ao meu ver, em nenhuma diferença com a metafísica de Aristóteles).
O Aristotelismo entra com força na Europa, afastando os místicos cristãos sobre a influência do neo-platônico Sto. Agostinho.
Apesar das considerações místicas ainda serem bastante pertinentes, o mundo preferiu esquecer seus postulados em favor das proezas metafísicas da epistemologia.
Na Inglaterra da Época de Isaac Newton, a coisa não era diferente. Os ingleses aspiravam por mais fundamentos experimentais para finalidades práticas do que elucrubações místicas, surge o empirismo, se opondo a racionalidade quase platônica cartasiana.
Ora, Newton era Alquimista, e como tal, estava na ordem dos místicos e com certeza, na intimidade não compactuava com os dogmas cristãos ou qualquer outro sistema de crendices.
Porém, foi ele que ditou postulou as leis da física nas bases de Euclides, desprezando todos os mistérios que envolvem a entropia do Universo.
Newton, chefe do tesouro real e outros títulos políticos, da a entender a nós que seu trabalho se concentrava em resultados práticos a serem usados por seus país, deixando para de lado as reflexões sobre o Uno, que bem disse David Hume, se não podemos saber sobre a origem, então não importa perguntar sobre ele.
A física de Newton porém ganhou adeptos no mundo inteiro devido as proezas da ciência. Mas essa, enfim, encontrou seu limite diante as descobertas da física quântica que novamente retoma os problemas da filosofia grega antiga, no qual devemos escolher entre Aristóteles ou Platão.
Mas o mundo não está preparado filosoficamente a entender o mundo a luz da filosofia. O mundo está doente, histérico, insano em crendices, em postulados mal-entedidos, mal digeridos sobre método científico. O mundo produz conhecimento, mas não sabe exatamente o que produz.
A humanidade está tão insana que os conceitos científicos que são verdades transitórias valem quase como um dogma religioso. É proibido questionar os fundamentos da ciência. Por exemplo, é proibido questionar a viagem do homem a Lua. É proibido dizer que existem curas pelo poder da fé.
Sabe, pessoal, antes de estudarmos ciência, devemos estudar Aristóteles, e antes desse, Platão. Devemos conhecer as críticas de Aristóteles a Platão. Aí sim, poderemos fazer ciência e pensarmos a sua possibilidade.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

DA SUPERFÍCIE
Dr. Luiz Manoel Lopes[1]
Eu sou porque ela é
Ela é porque eu sou
Somos de graça
A superfície está em branco
Se com um gesto a toco,
Eu sou tocado
(Amílcar de Castro)
Quando dizemos que algo é superficial expressamos nossos preconceitos; a profundidade parece ser mais importante que a superfície, pelo menos é o que os nossos hábitos e julgamentos, acerca da vida, nos indicam. É comum alguém dizer: “que coisa profunda foi dita por fulano”. Tal exemplo, esclarece bem o que entendemos por superficial: nada mais do aquilo que é de pouca profundidade. O nosso contato com o mundo dá-se através das superfícies das coisas; nós estamos diante de nossa superfície como da superfície do mundo. Não somos tolos a ponto de esquecer que possuímos uma profundidade. O ponto de contato com a superfície do mundo, com as múltiplas superfícies que o constituem, dá-se onde o habitamos. Quando, por exemplo, escrevo, este texto, experimento um espetáculo de superfícies que se entrelaçam. O quiasma, do qual Merleau-Ponty nos fala, aparece como um fenômeno onde vários componentes misturam-se: o branco da folha de papel; o escorrer das letras sobre o liso; a tinta vermelha que tinge as letras; a sombra de minha mão vagando na tez do papel; a minha pele que sente a maciez da folha. Há uma composição durante este ato no qual ouço cantos fugidios de pássaros e o tictac do relógio. O pensamento e a linguagem entremeados em planos sem espessura. Talvez haja proximidade com aquilo que o escultor Amílcar de Castro nos apresenta em seu ato de criar. A folha de papel, sendo bi-dimensional, possui um elo com o material que ele nos fala:
É de chapa de ferro
De chapa porque pretendo, partindo da superfície
Mostrar o nascimento da terceira dimensão
De ferro porque é necessário
É natural de Minas, está ao alcance das mãos
Todo mundo sabe trabalhar em ferro
A superfície é domada – é partida e vai
sendo dobrada
É quando, e por fatalidade, o espaço se
integra, criando o não previsto
É pura surpresa
É como um gesto inesperado
Um gesto espontâneo
Espontâneo como se fosse o primeiro
Aquele que fundamenta a comunhão
com o futuro
A escultura que faço é uma pesquisa
de origem da própria escultura
Por isso é simples
descobre a força do que é original
Sol de muito tempo
entre noites dormindo
acorda ilumina e ascende
e é força e é fogo e é ferro
Verbo silêncio vivo.
Criador das montanhas
E fundador de um reino onde a
Palavra é inútil[2]
Na superfície a escultura e a escritura se entrelaçam; naquela, o nascimento da terceira dimensão; nesta, a germinação de múltiplas direções de tempo. A superfície vegetal da folha contrai a tinta, o tempo intensa e ritmicamente toca o leitor.
Quando nos embriagamos com um movimento de vento nas folhagens, com um gesto, experimentamos rápidos momentos de êxtase. A nossa percepção altera-se, sentimos vibrações inusitadas e começamos por indagar sobre a criação desses momentos fugazes. Há a criação desses momentos, mas não sabemos como foram criados. Os artistas conseguem transferir esses processos de criação para as superfícies mais estranhas libertando aquilo que estava aprisionado no fundo das coisas. Na folha de papel em branco, que começa por ser tingida, a superfície vibra permitindo que o leitor experimente várias dimensões de tempo. Há como que uma transmutação do espaço em tempo. O processo de libertação de algo que percorre a superfície, porém que não conseguimos ver, é uma maneira de tirar a nossa percepção da paralisia diante das coisas.
A superfície, a cortina, o tapete, o casaco eis onde o Cínico e o Estóico se instalam e aquilo de que se cercam. O duplo sentido da superfície, a continuidade do avesso e do direito substituem a altura e a profundidade. Nada atrás da cortina, salvo misturas inomináveis. Nada acima do tapete, salvo o céu vazio.[3]
O pensamento, em sua relação com a superfície, possui o sentido dos acontecimentos que envolvem as coisas. A filosofia – que possui como elemento o conceito – ganha a leveza dos efeitos flutuantes que insinuam-se no limites das coisas. Os conceitos não são adquiridos através de classificações das formas de coisas semelhantes, mas pela fina película que as envolvem. Quando a maçã cai, o cair acontece na superfície que a limita e expressa-se através da linguagem. O sentido, como a expressão do que acontece na superfície do mundo, não é um processo mental ou psicológico, nem uma propriedade objetiva das coisas. Não é preciso a tortura de retornar para a interioridade subjetiva: a vida acontece na superfície, “o mais profundo é a pele”.
O sentido aparece e atua na superfície, pelo menos se soubermos convenientemente, de maneira a formar letras de poeira ou como um vapor sobre o vidro que o dedo pode escrever.[4]
A ressonância entre filosofia e escultura resulta no cântico à tênue camada que separa a vida em dentro e fora. O motivo maior deixa de ser o mergulho, nas regiões mais profundas, passando a ser o quase espesso.
Quando corto e dobro
uma chapa de ferro
[ou somente corto]
pretendo
abrir um espaço
ao amanhecer na matéria bruta
É luz que vela e revela
a comunhão do opaco
com o espaço dos astros
espaço
que descobre o renascer
redimindo a matéria pesada
na intenção de voar.[5]
Na arte e na filosofia contemporânea experimentamos um esvaziamento; não mais o grave e pesado, mas sim a sutileza da superfície. Os acontecimentos ocorrem no vazio, preenchendo-o de novidades, fazendo-nos experimentar que viver consiste em criar novos modos de viver.
Artigo gentilmente cedido pelo autor, Dr. Luiz Manoel Lopes, (Revista Eletrônica Print by UFSJ)
NOTAS:
[1] Possui graduação em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1994), mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos (2002) e doutorado em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos (2006). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Ceará - Campus Cariri. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente no seguinte tema: acontecimento, campo transcendental e as sínteses disjuntivas em Deleuze; a duração em Bergson; os objetos impossíveis em Meinong; as proposições em si em Bolzano.
[2] Amílcar de Castro, Depoimentos, Belo Horizonte, Suplemento Literário 90, 2002.
[3] Gilles Deleuze, Lógica do Sentido, tradução: Luiz Roberto Salinas Fortes, São Paulo, Perspectiva, 1974, p.136
[4] Idem, ibdem, p.136.
[5] Amílcar de Castro, Corte e dobra, Belo Horizonte, Suplemento Literário 90, 2002, p.12.
Dr. Luiz Manoel Lopes[1]
Eu sou porque ela é
Ela é porque eu sou
Somos de graça
A superfície está em branco
Se com um gesto a toco,
Eu sou tocado
(Amílcar de Castro)
Quando dizemos que algo é superficial expressamos nossos preconceitos; a profundidade parece ser mais importante que a superfície, pelo menos é o que os nossos hábitos e julgamentos, acerca da vida, nos indicam. É comum alguém dizer: “que coisa profunda foi dita por fulano”. Tal exemplo, esclarece bem o que entendemos por superficial: nada mais do aquilo que é de pouca profundidade. O nosso contato com o mundo dá-se através das superfícies das coisas; nós estamos diante de nossa superfície como da superfície do mundo. Não somos tolos a ponto de esquecer que possuímos uma profundidade. O ponto de contato com a superfície do mundo, com as múltiplas superfícies que o constituem, dá-se onde o habitamos. Quando, por exemplo, escrevo, este texto, experimento um espetáculo de superfícies que se entrelaçam. O quiasma, do qual Merleau-Ponty nos fala, aparece como um fenômeno onde vários componentes misturam-se: o branco da folha de papel; o escorrer das letras sobre o liso; a tinta vermelha que tinge as letras; a sombra de minha mão vagando na tez do papel; a minha pele que sente a maciez da folha. Há uma composição durante este ato no qual ouço cantos fugidios de pássaros e o tictac do relógio. O pensamento e a linguagem entremeados em planos sem espessura. Talvez haja proximidade com aquilo que o escultor Amílcar de Castro nos apresenta em seu ato de criar. A folha de papel, sendo bi-dimensional, possui um elo com o material que ele nos fala:
É de chapa de ferro
De chapa porque pretendo, partindo da superfície
Mostrar o nascimento da terceira dimensão
De ferro porque é necessário
É natural de Minas, está ao alcance das mãos
Todo mundo sabe trabalhar em ferro
A superfície é domada – é partida e vai
sendo dobrada
É quando, e por fatalidade, o espaço se
integra, criando o não previsto
É pura surpresa
É como um gesto inesperado
Um gesto espontâneo
Espontâneo como se fosse o primeiro
Aquele que fundamenta a comunhão
com o futuro
A escultura que faço é uma pesquisa
de origem da própria escultura
Por isso é simples
descobre a força do que é original
Sol de muito tempo
entre noites dormindo
acorda ilumina e ascende
e é força e é fogo e é ferro
Verbo silêncio vivo.
Criador das montanhas
E fundador de um reino onde a
Palavra é inútil[2]
Na superfície a escultura e a escritura se entrelaçam; naquela, o nascimento da terceira dimensão; nesta, a germinação de múltiplas direções de tempo. A superfície vegetal da folha contrai a tinta, o tempo intensa e ritmicamente toca o leitor.
Quando nos embriagamos com um movimento de vento nas folhagens, com um gesto, experimentamos rápidos momentos de êxtase. A nossa percepção altera-se, sentimos vibrações inusitadas e começamos por indagar sobre a criação desses momentos fugazes. Há a criação desses momentos, mas não sabemos como foram criados. Os artistas conseguem transferir esses processos de criação para as superfícies mais estranhas libertando aquilo que estava aprisionado no fundo das coisas. Na folha de papel em branco, que começa por ser tingida, a superfície vibra permitindo que o leitor experimente várias dimensões de tempo. Há como que uma transmutação do espaço em tempo. O processo de libertação de algo que percorre a superfície, porém que não conseguimos ver, é uma maneira de tirar a nossa percepção da paralisia diante das coisas.
A superfície, a cortina, o tapete, o casaco eis onde o Cínico e o Estóico se instalam e aquilo de que se cercam. O duplo sentido da superfície, a continuidade do avesso e do direito substituem a altura e a profundidade. Nada atrás da cortina, salvo misturas inomináveis. Nada acima do tapete, salvo o céu vazio.[3]
O pensamento, em sua relação com a superfície, possui o sentido dos acontecimentos que envolvem as coisas. A filosofia – que possui como elemento o conceito – ganha a leveza dos efeitos flutuantes que insinuam-se no limites das coisas. Os conceitos não são adquiridos através de classificações das formas de coisas semelhantes, mas pela fina película que as envolvem. Quando a maçã cai, o cair acontece na superfície que a limita e expressa-se através da linguagem. O sentido, como a expressão do que acontece na superfície do mundo, não é um processo mental ou psicológico, nem uma propriedade objetiva das coisas. Não é preciso a tortura de retornar para a interioridade subjetiva: a vida acontece na superfície, “o mais profundo é a pele”.
O sentido aparece e atua na superfície, pelo menos se soubermos convenientemente, de maneira a formar letras de poeira ou como um vapor sobre o vidro que o dedo pode escrever.[4]
A ressonância entre filosofia e escultura resulta no cântico à tênue camada que separa a vida em dentro e fora. O motivo maior deixa de ser o mergulho, nas regiões mais profundas, passando a ser o quase espesso.
Quando corto e dobro
uma chapa de ferro
[ou somente corto]
pretendo
abrir um espaço
ao amanhecer na matéria bruta
É luz que vela e revela
a comunhão do opaco
com o espaço dos astros
espaço
que descobre o renascer
redimindo a matéria pesada
na intenção de voar.[5]
Na arte e na filosofia contemporânea experimentamos um esvaziamento; não mais o grave e pesado, mas sim a sutileza da superfície. Os acontecimentos ocorrem no vazio, preenchendo-o de novidades, fazendo-nos experimentar que viver consiste em criar novos modos de viver.
Artigo gentilmente cedido pelo autor, Dr. Luiz Manoel Lopes, (Revista Eletrônica Print by UFSJ)
NOTAS:
[1] Possui graduação em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1994), mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos (2002) e doutorado em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos (2006). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Ceará - Campus Cariri. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente no seguinte tema: acontecimento, campo transcendental e as sínteses disjuntivas em Deleuze; a duração em Bergson; os objetos impossíveis em Meinong; as proposições em si em Bolzano.
[2] Amílcar de Castro, Depoimentos, Belo Horizonte, Suplemento Literário 90, 2002.
[3] Gilles Deleuze, Lógica do Sentido, tradução: Luiz Roberto Salinas Fortes, São Paulo, Perspectiva, 1974, p.136
[4] Idem, ibdem, p.136.
[5] Amílcar de Castro, Corte e dobra, Belo Horizonte, Suplemento Literário 90, 2002, p.12.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Os dilemas
No universo, existem paradoxos, axiomas e dilemas. Mas como eu os entendo? Bom, para começar, a coisas que independem do meu entendimento. Elas são o que são, isso são axiomas. Paradoxos são axiomas mas sem sentido ontológico. Por exemplo, a eternidade, tudo saiu dela, mas ela não saiu de lugar nenhum senão dela mesma. Como entender que tudo que existe Não teve causa? Como entender a natureza entrópica do tempo? Não há resposta, é um paradoxo, e devemos apenas aceitar que existimos.
Há o axioma da existência do universo, há o paradoxo sobre seu funcionamento, mas há o dilema que é a natureza transcendental das particularidades do Uno eterno.
Mas a dois dilemas que parecem insolúveis, eu disse “parecem”devido a minha incapacidade intelectual que me limita e muito. São eles “EXISTE UMA CONSCIÊNCIA SUPREMA?” e “a alma é eterna?”.
O pleonasmo eternidade infinita, em si, pode ser chamado de Ente Supremo. É ente porque a eternidade representa um axioma, algo existente, mas que não é um ente particular comum, mas sim O Ente Supremo. Mas esse Ente Supremo significa uma consciência eterna, que se lembra e conjectura? Acho que esse dilema não pode ser facilmente respondida.
Infelizmente, a inúmeras respostas ilusoriamente falsas por parte de materialistas que em seu apego a luta contra a suposta superstição a Deus, dizem sem maiores delongas que de maneira nenhuma pode existir uma consciência suprema.
Afora esses, há a respostas de extremistas religiosos que afirmam a existência da consciência suprema, porém não calçado na lógica, mas em crendices dogmáticas que lhes ajudam a aceitar a realidade não-transcendente contra a inquietação filosófica.
Há o axioma da existência do universo, há o paradoxo sobre seu funcionamento, mas há o dilema que é a natureza transcendental das particularidades do Uno eterno.
Mas a dois dilemas que parecem insolúveis, eu disse “parecem”devido a minha incapacidade intelectual que me limita e muito. São eles “EXISTE UMA CONSCIÊNCIA SUPREMA?” e “a alma é eterna?”.
O pleonasmo eternidade infinita, em si, pode ser chamado de Ente Supremo. É ente porque a eternidade representa um axioma, algo existente, mas que não é um ente particular comum, mas sim O Ente Supremo. Mas esse Ente Supremo significa uma consciência eterna, que se lembra e conjectura? Acho que esse dilema não pode ser facilmente respondida.
Infelizmente, a inúmeras respostas ilusoriamente falsas por parte de materialistas que em seu apego a luta contra a suposta superstição a Deus, dizem sem maiores delongas que de maneira nenhuma pode existir uma consciência suprema.
Afora esses, há a respostas de extremistas religiosos que afirmam a existência da consciência suprema, porém não calçado na lógica, mas em crendices dogmáticas que lhes ajudam a aceitar a realidade não-transcendente contra a inquietação filosófica.
sábado, 20 de dezembro de 2008
O UNO E AS PARTES
Os filósofos reconhecem o animismo como lei da existência. Mas o animismo é fruto de algo maior, o infinito. Isso se explica pois se o animismo é regido pela lei de causa-efeito e duração das coisas na linha de tempo irreversível, a causa da causa de tudo só pode ser o infinito. O animismo que é o movimento das coisas do mundo é o conceito do próprio existir, o exilir do infinito Uno, pois o infinito é unico. O existir é o múltiplo e de natureza inverso ao Uno,s eu Pai. Mas o Uno a razão do múltiplo existir, então que paradoxo é esse de um ser de essência contraria a outro ser poder ser sua causa dess ser? pois não é a própria lei da lógica que algo não pode ser e não ser? Esse é o paradoxo misterioso insolúvel que nos leva a aceitar que a existência é apartir do Uno, a nossa origem e causa. Não podemos entende-lo e o próprio anímico, o existir, nossas noções de tempo já é uma forma de profanar a essência daquilo que não pode ser entendido, pois somente não entendendo é a explicação de como o não Ser gera o Ser..
Os filósofos sabem que o infinito não se pode perguntar. Então não é objeto de conhecimento. O que podemos saber é que no animismo, o existir é eterno com o Uno. O existir por sua naturza possui duração temporal. Está sempre se transformando, ele é por um tempo e depois não é mais senão outro ser. Isso é a natureza do múltiplo do existir, pois as coisas nunca são as mesmas com o passar da linha do tempo.
Os filósofos então querem encontrar as coisas que não mudam, aquilo que dura fora do tempo e que sustena a razão do existir. Descobriram uma coisa que não muda com o tempo que é a própria noção de tempo. O tempo é uma idéia que não muda, pois o tempo vai sempre existir. Logo, é uma idéia que se pode alicerçar a razão. As verdades aritméticas são outros exemplos de verdades que permanecem, verdades eternas como 2+2=4.
Os filósofos no exercício de encontrar aquilo que permanece, descobriram que forma e matéria são eternos junto com o Uno. O fruto da experiência da sensação, a observação do existir/animismo é apenas perceber o movimento e duração das formas até se transmutarem a outras formas. Então a observação nada mais é que contemplar as possibilidades de combinações infinitas de formas finitas em dimensões infinitas.
Sabem os filósofos que a razão do movimento não é somente a onda de energia que passa pelos corpos, mas a própria duração da dureza dos corpos que afetam outros corpos através da energia da causalidade, os movendo. Mas os filósofos perguntam: Que corpos agem internamente para que os corpos duros temporalmente possuam duração? Ora, contemplaram a multiplicidade e as formas e o próprio tempo são eternas com o Uno durável para sempre. Mas as coisas duráveis temporalmente para possuírem alguma duração, devem ter um elemento primordial durável eternamente, pois senão, como duraria algum tempo alguma coisa formada por coisas que também não tem duração? Tudo poderia ser o nada enfim, mas não é isso que acontece, porque há algo, o existir. O homem não pode negar sua consciência que sente a existência, pois precisa da consciência para se negar. Logo, é impossível de negar por que é algo logicamente contraditório.
Os elementos eternamente duráveis são os átomos que são partículas do animismo que se combinam em infinitas possibilidadas a fazer a forma das coisas duráveis temporalmente que permanecem um tempo, que é natureza do animismo. Mas o durável num mundo que sempre muda existe somente na abstração da consciência que descobre aquilo que não muda num mundo que muda. Esse é a razão para alicerçarmos o conhecimento.
Mas tudo aquilo que não muda, que é durável para sempre por sua natureza imutável é mais próximo da idéia de infinito qué a natureza perfeita e a noção do próprio Divino. A idéia de átomo por ser durável também é inconcebível como o infinito. Pois a descoberta durável infinita do átomo se dá da divisão infinitas do espaço, chegando a conclusão de que o átomo é indivizível porque não se pode dividir o infinito. Logo, são as partículas duráves infinitamente que sustentam a natureza das coisas duráveis tempotalmente, que é o nosso existir/animosmo.
Os cientistas filósofos estão preocupados com a verdade do universo, com a alma que transcende no infinito divino inundando-os de felicidade e do verdadeiro amor expressado pelas religiões. O infinito que tudo move não é compreendido mas é a razão de tudo. O infinoto é o espírito que fecunda a matéria a transmutar suas formas no tempo, gerando vida transcendente, conhecimento a consciência, numa investigação eterna do oculto, pois sempre terá uma forma anterior a outra forma que o move indo ao infinito. O conhecimento dos desdobramentos das pares do Uno um influenciando o outro se que um tenha pleno conheciemento um do outro, e que tudo que se conhece se’ra sempre uma parte explicada por outra parte que poderá ser descoberta, é a natureza do tempo das coisas, que se desvela a consciência, mas por ser somente parte, também é uma velação da totalidade, num eterno mistério, nosso Pai.
Os filósofos sabem que o infinito não se pode perguntar. Então não é objeto de conhecimento. O que podemos saber é que no animismo, o existir é eterno com o Uno. O existir por sua naturza possui duração temporal. Está sempre se transformando, ele é por um tempo e depois não é mais senão outro ser. Isso é a natureza do múltiplo do existir, pois as coisas nunca são as mesmas com o passar da linha do tempo.
Os filósofos então querem encontrar as coisas que não mudam, aquilo que dura fora do tempo e que sustena a razão do existir. Descobriram uma coisa que não muda com o tempo que é a própria noção de tempo. O tempo é uma idéia que não muda, pois o tempo vai sempre existir. Logo, é uma idéia que se pode alicerçar a razão. As verdades aritméticas são outros exemplos de verdades que permanecem, verdades eternas como 2+2=4.
Os filósofos no exercício de encontrar aquilo que permanece, descobriram que forma e matéria são eternos junto com o Uno. O fruto da experiência da sensação, a observação do existir/animismo é apenas perceber o movimento e duração das formas até se transmutarem a outras formas. Então a observação nada mais é que contemplar as possibilidades de combinações infinitas de formas finitas em dimensões infinitas.
Sabem os filósofos que a razão do movimento não é somente a onda de energia que passa pelos corpos, mas a própria duração da dureza dos corpos que afetam outros corpos através da energia da causalidade, os movendo. Mas os filósofos perguntam: Que corpos agem internamente para que os corpos duros temporalmente possuam duração? Ora, contemplaram a multiplicidade e as formas e o próprio tempo são eternas com o Uno durável para sempre. Mas as coisas duráveis temporalmente para possuírem alguma duração, devem ter um elemento primordial durável eternamente, pois senão, como duraria algum tempo alguma coisa formada por coisas que também não tem duração? Tudo poderia ser o nada enfim, mas não é isso que acontece, porque há algo, o existir. O homem não pode negar sua consciência que sente a existência, pois precisa da consciência para se negar. Logo, é impossível de negar por que é algo logicamente contraditório.
Os elementos eternamente duráveis são os átomos que são partículas do animismo que se combinam em infinitas possibilidadas a fazer a forma das coisas duráveis temporalmente que permanecem um tempo, que é natureza do animismo. Mas o durável num mundo que sempre muda existe somente na abstração da consciência que descobre aquilo que não muda num mundo que muda. Esse é a razão para alicerçarmos o conhecimento.
Mas tudo aquilo que não muda, que é durável para sempre por sua natureza imutável é mais próximo da idéia de infinito qué a natureza perfeita e a noção do próprio Divino. A idéia de átomo por ser durável também é inconcebível como o infinito. Pois a descoberta durável infinita do átomo se dá da divisão infinitas do espaço, chegando a conclusão de que o átomo é indivizível porque não se pode dividir o infinito. Logo, são as partículas duráves infinitamente que sustentam a natureza das coisas duráveis tempotalmente, que é o nosso existir/animosmo.
Os cientistas filósofos estão preocupados com a verdade do universo, com a alma que transcende no infinito divino inundando-os de felicidade e do verdadeiro amor expressado pelas religiões. O infinito que tudo move não é compreendido mas é a razão de tudo. O infinoto é o espírito que fecunda a matéria a transmutar suas formas no tempo, gerando vida transcendente, conhecimento a consciência, numa investigação eterna do oculto, pois sempre terá uma forma anterior a outra forma que o move indo ao infinito. O conhecimento dos desdobramentos das pares do Uno um influenciando o outro se que um tenha pleno conheciemento um do outro, e que tudo que se conhece se’ra sempre uma parte explicada por outra parte que poderá ser descoberta, é a natureza do tempo das coisas, que se desvela a consciência, mas por ser somente parte, também é uma velação da totalidade, num eterno mistério, nosso Pai.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
A CRISE NÃO EXISTE!
Vou lhes contar uma estória muito interessante que ouvi na Bandnews FM contada por SAlomão S.:Numa área rural de um lugarejo deserto, havia um homem que ganhava a vida vendendo cachorro-quente na beira da estrada. Este homem não lia jornais, não tinha rádio nem televisão, tampouco revistas, nem computador com internet.Ele simplesmente comprava pães, salchichas, e todo o material para fazer e vender cachorro-quentes, tudo da melhor qualidade. E vendia o cachorro-quente na beira da estrada, fazia propaganda com cartazes chamativos dizendo ser um ótimo lanche, etc.Com isso, conseguia viver e até formou o filho na faculdade de economia, pois com o que ganhava dava para pagar a faculdade do filho.Após se formar, o filho retornou ao pai e disse:
- Pai, há uma crise econômica violenta lá fora, o senhor tem que conter os gastos! Caso contrário será muito ruim!
Acreditando nas palavras do filho, pois o mesmo havia se formado em economia, o bom homem passou a comprar pães mais baratos e de qualidade inferior, assim como salshichas inferiores e retirou as propagandas da beira da estrada, com medo de assaltos.Desta forma, diminuiu o custo. Porém já não vendia tão bem como antes. As vendas foram diminuindo, se escasseando até que um dia ele não vendia mais nada e teve que abandonar o negócio.
Neste dia o homem comentou com um amigo: meu filho estava certo! Veio mesmo uma crise e agora não vendo mais nenhum cachorro-quente! Valeu a pena pagar um curso de economia para o garoto!
ENTÃO AMIGOS, A CRISE SE MANIFESTA MUITO MAIS NAS CABEÇAS DAS PESSOAS DO QUE NO MUNDO REAL. HÁ QUE SE MUDAR A MENTALIDADE. APROVEITE A CRISE PARA GANHAR!
(texto de um conhecido)
- Pai, há uma crise econômica violenta lá fora, o senhor tem que conter os gastos! Caso contrário será muito ruim!
Acreditando nas palavras do filho, pois o mesmo havia se formado em economia, o bom homem passou a comprar pães mais baratos e de qualidade inferior, assim como salshichas inferiores e retirou as propagandas da beira da estrada, com medo de assaltos.Desta forma, diminuiu o custo. Porém já não vendia tão bem como antes. As vendas foram diminuindo, se escasseando até que um dia ele não vendia mais nada e teve que abandonar o negócio.
Neste dia o homem comentou com um amigo: meu filho estava certo! Veio mesmo uma crise e agora não vendo mais nenhum cachorro-quente! Valeu a pena pagar um curso de economia para o garoto!
ENTÃO AMIGOS, A CRISE SE MANIFESTA MUITO MAIS NAS CABEÇAS DAS PESSOAS DO QUE NO MUNDO REAL. HÁ QUE SE MUDAR A MENTALIDADE. APROVEITE A CRISE PARA GANHAR!
(texto de um conhecido)
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
A CRISE DA ECONOMIA AMERICANA (Explicada de forma didática)
Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares, financiado em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares. Aí, um banco perguntou para o Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares.
Com os 800.000 dólares, Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou três casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares, que Paul recebeu do banco, ele comprou carro novo (alemão) para ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou TV de plasma de 63 polegadas, notebooks, cuecas e tudo mais. Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito.
Em agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez.
O negócio era re-financiar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil! Parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós-fixadas) e Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre.
Milhões tiveram a mesma idéia do Paul. Tinha casa para vender como nunca.
Paul foi agüentando as prestações da sua casa re-financiada, mais as das três casas que ele comprou, como milhares de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, das cuecas, dos notebooks, da TV de plasma e do cartão de crédito.
Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as três casas mas, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul se danou.. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das três casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhares de especuladores iguais a Paul.
Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as três casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir...
Milhares de Paul’s deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseados nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Paul’s em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a inadimplência dos Paul’s esses títulos começaram a valer pó.
Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos.
Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel... Preço que despencou. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores.
Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A inadimplência dos milhões de Paul’s atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou.
Com a inadimplência dos milhões de Paul’s, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Paul’s pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado.
O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão e sentimento de medo, e medo. Mesmo quem pode, pára de consumir.
O FED começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários. O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda para a economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo, porém essas ações levam meses para surtir efeitos práticos. Essas ações foram corretas e, até agora não foi possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão.
O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas. Até que na semana passada o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, na segunda feira última, quebrado, insolvente.
No domingo o FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por dois dólares por ação. Há um ano elas valiam 160 dólares. Durante esta semana dezenas de boatos voltaram a acontecer sobre quebra de bancos. A bola da vez seria o Lehman Brothers, um bancão. O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera na próxima segunda-feira.
O que começou com o Paul hoje afeta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo dirá.
Dia 15 de Setembro de 2008, o Lehman Brothers pediu falência, desempregando mais de 26 mil pessoas e provocando uma queda de mais de 500 (quinhentos ) pontos no Índice Dow Jones, que mede o valor ponderado das ações das 30 maiores empresas negociadas na Bolsa de Valores de New York - a maior queda em um único dia, desde a quebra de 1929.
O dia 15 de setembro, certamente, será lembrado para sempre na historia do capitalismo.
OBS.: Os personagens aqui descritos são fictícios e qualquer semelhança com alguém conhecido é mera coincidência.
(recebi esse texto por email, autor anônimo)
Com os 800.000 dólares, Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou três casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares, que Paul recebeu do banco, ele comprou carro novo (alemão) para ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou TV de plasma de 63 polegadas, notebooks, cuecas e tudo mais. Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito.
Em agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez.
O negócio era re-financiar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil! Parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós-fixadas) e Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre.
Milhões tiveram a mesma idéia do Paul. Tinha casa para vender como nunca.
Paul foi agüentando as prestações da sua casa re-financiada, mais as das três casas que ele comprou, como milhares de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, das cuecas, dos notebooks, da TV de plasma e do cartão de crédito.
Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as três casas mas, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul se danou.. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das três casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhares de especuladores iguais a Paul.
Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as três casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir...
Milhares de Paul’s deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseados nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Paul’s em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a inadimplência dos Paul’s esses títulos começaram a valer pó.
Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos.
Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel... Preço que despencou. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores.
Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A inadimplência dos milhões de Paul’s atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou.
Com a inadimplência dos milhões de Paul’s, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Paul’s pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado.
O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão e sentimento de medo, e medo. Mesmo quem pode, pára de consumir.
O FED começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários. O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda para a economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo, porém essas ações levam meses para surtir efeitos práticos. Essas ações foram corretas e, até agora não foi possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão.
O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas. Até que na semana passada o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, na segunda feira última, quebrado, insolvente.
No domingo o FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por dois dólares por ação. Há um ano elas valiam 160 dólares. Durante esta semana dezenas de boatos voltaram a acontecer sobre quebra de bancos. A bola da vez seria o Lehman Brothers, um bancão. O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera na próxima segunda-feira.
O que começou com o Paul hoje afeta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo dirá.
Dia 15 de Setembro de 2008, o Lehman Brothers pediu falência, desempregando mais de 26 mil pessoas e provocando uma queda de mais de 500 (quinhentos ) pontos no Índice Dow Jones, que mede o valor ponderado das ações das 30 maiores empresas negociadas na Bolsa de Valores de New York - a maior queda em um único dia, desde a quebra de 1929.
O dia 15 de setembro, certamente, será lembrado para sempre na historia do capitalismo.
OBS.: Os personagens aqui descritos são fictícios e qualquer semelhança com alguém conhecido é mera coincidência.
(recebi esse texto por email, autor anônimo)
terça-feira, 19 de agosto de 2008
constantes econômicas
Nas décadas passadas, sob os grandes planos econômicos dos grandes investimentos, tanto dos grandes investidores e planos governamentais, dependiam do poder de resposta economico-social, como por exemplo, o tempo de efeito de um aumento de juros. Hoje, a rapidez nas transações comerciais é de uma rapidez nunca vista antes. Pagamentos são feitos por cartões de crédito, caixas eletronicas instaladas em todos os lugares, transações feitas por internet e poupando muito tempo gasto com telefonemas e cartas. Então hoje, quando o governo Lula, por exemplo, diz que a taxa de juros aumentará 1%, temos que ter a priori que, a economia responderá quase que imediatamente.
Entender o mundo hoje conferme as teorias de 50 a 15 anos atrás não cabe mais no entendimento do comportamento da sociedade de hoje.
Estive conversando com alguns amigos sobre o grau de devastação econômica e social causado por uma guerra civil, como no Afeganistãoou Angola, ou uma invasão, no caso da guerra do golfo Iraque, em 1990.Segundo alguns cálculos, através do capitalismo e todas as suas deficiências sociais, um país como Angola, já pacificado, pode se reconstruir, bem como se tornar potencialmente econômico em menos de 5 anos.
Se fala muito mal dos bancos hoje, principalmente os mal informados sobre ele. Na minha opiniao, se deveria criticar a postura que alguns bancos tomam, e nao criticar sua existencia.Um banco eh muito importante a fluidez do dinheiro, a captacao de recursos para se investir em outro lugar, na seguranca das riquezas e o acesso ao capital produtivo em areas remotas.Na verdade, como disse antes, deve-se criticar a funcao social de um banco.
O BNDS, a caixa economica, o banco do Brasil sao bancos publicos que captam recursos para Estado, que financia os esportes, casas populares, pesquisas e muito mais.Foi um erro a privtizacao do banestado. O dinheiro que circula por ai, para tomar um sorvete, abastecer o carro, tirar xerox etc eh o que socializou as riquezas.antigamente, o dinheio nao circulava, e as pesosas tinham que fazer escambo com os produtos in natur, muito mais dificil de fazer.Hoje, o dinheiro esta nas maos dos pobres. os grandes capitalistas pouco mexem com o dinheiro, negociando mais em comodities e em titulos. Quem trabalha com o dinheiro eh o povao. Se nao houvesse o dinheiro, o povao teria muito mais dificuldade de produzir riquezas.
O probema no mundo nao eh o dinheiro, a producao e o trabalho, mas eh sempre o mal uso que se faz deles.
Entender o mundo hoje conferme as teorias de 50 a 15 anos atrás não cabe mais no entendimento do comportamento da sociedade de hoje.
Estive conversando com alguns amigos sobre o grau de devastação econômica e social causado por uma guerra civil, como no Afeganistãoou Angola, ou uma invasão, no caso da guerra do golfo Iraque, em 1990.Segundo alguns cálculos, através do capitalismo e todas as suas deficiências sociais, um país como Angola, já pacificado, pode se reconstruir, bem como se tornar potencialmente econômico em menos de 5 anos.
Se fala muito mal dos bancos hoje, principalmente os mal informados sobre ele. Na minha opiniao, se deveria criticar a postura que alguns bancos tomam, e nao criticar sua existencia.Um banco eh muito importante a fluidez do dinheiro, a captacao de recursos para se investir em outro lugar, na seguranca das riquezas e o acesso ao capital produtivo em areas remotas.Na verdade, como disse antes, deve-se criticar a funcao social de um banco.
O BNDS, a caixa economica, o banco do Brasil sao bancos publicos que captam recursos para Estado, que financia os esportes, casas populares, pesquisas e muito mais.Foi um erro a privtizacao do banestado. O dinheiro que circula por ai, para tomar um sorvete, abastecer o carro, tirar xerox etc eh o que socializou as riquezas.antigamente, o dinheio nao circulava, e as pesosas tinham que fazer escambo com os produtos in natur, muito mais dificil de fazer.Hoje, o dinheiro esta nas maos dos pobres. os grandes capitalistas pouco mexem com o dinheiro, negociando mais em comodities e em titulos. Quem trabalha com o dinheiro eh o povao. Se nao houvesse o dinheiro, o povao teria muito mais dificuldade de produzir riquezas.
O probema no mundo nao eh o dinheiro, a producao e o trabalho, mas eh sempre o mal uso que se faz deles.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
O problema da entropia do universo(versão simplificada)
Resolvi falar sobre o problema da entropia do universo de forma mais resumida, por que noto que há grande dificuldade do público leigo em entender esse axioma filosófico. Mas advirto que, a compreensão desse problema, nos destroi toda a nossa arrogãncia de pensar saber que entendemos de alguma coisa, senão apenas termos a certeza que o universo existe, piois nós de alguma forma somos parte dele, e não podemos negar isso, pq precisamos de nossa consciencia para nos negar, e logo, nós existimos.
Espero que gostem, desfrutem e se aprofundem no maior dos paradoxos da existência
A entropoia é um conceito da termodinâmica Newton, que estuda a natureza do movimentos dos corpos, qual é a essência e alma da física. Os matemáticos e físicos gregos já possuiam esse conceito devido a observação da natureza, qual Aristóteles chamava "causa" e "potência".
Mas Aristóteles já dizia que é impossível chegar na primeira causa de tudo, pois se chegarmos, sempre havieria algo anterior a este, e assim por diante ao infinito.
Desse conceito ele denomina o "motor imóvel" que tudo move sem ser movido, qual este tem que estar fora do tempo e do espaço, sem consciência de nós e nós dele.
O problema da entropia do universo é relacionado ao problema do motor imóvel. Ora, comos e explica o início do movimento no universo? lógicamente, não há resposta empírica, senão a pura intuição de que as coisas são como são.
O conceito de as coisas serem como são, se fundamenta a noção Aristotélica de que as leis do céu são perfeitas e imutáveis, e que a transformação e a causalidade acontecem somente na Terra.
A Segunda Lei da termodinâmica é a lei da entropia diz que toda a energia empregada em um corpo, realizando trabalho, nunca aumenta, mas sempre diminui. Por exemplo, uma bateria carregada. Para ela realizar trabalho com a energia potencial de seu polo negatívo carregado, a corrente elétrica tem que percorrer até o ponto do pólo positivo. Essa transferencia tem o potencial de realizar um trabalho. Logo, a fechar o sistema, o pólo negativo tende a se esgotar e o positivo a se saturar, entrando em "alta entropia".Logo, para Newton, para haver qualquer movimento, a entropia tem que existir.
O problema da entropia do universo é resumido em:
Se o universo é eterno, ele se movimento desde sempre, e nunca está em entropia.
Logo, o movimento do cósmos não é aquilo que pensamos que é, e por isso, um problema da entropia.
Imaginar a energia do universo qual nós fazemos parte, qual nunca se esgota, é o mesmo que imaginar-me dando duas voltas ao mundo correndo, com uma mochila de pedras nas costas, sem parar, sem comida e sem água, e no final não estar nem um pouco cansado e com energia para dar mais duas voltas ao mundo e denovo e denovo eternamente.
O problema da entropia do universo é algo paradoxal.
Espero que gostem, desfrutem e se aprofundem no maior dos paradoxos da existência
A entropoia é um conceito da termodinâmica Newton, que estuda a natureza do movimentos dos corpos, qual é a essência e alma da física. Os matemáticos e físicos gregos já possuiam esse conceito devido a observação da natureza, qual Aristóteles chamava "causa" e "potência".
Mas Aristóteles já dizia que é impossível chegar na primeira causa de tudo, pois se chegarmos, sempre havieria algo anterior a este, e assim por diante ao infinito.
Desse conceito ele denomina o "motor imóvel" que tudo move sem ser movido, qual este tem que estar fora do tempo e do espaço, sem consciência de nós e nós dele.
O problema da entropia do universo é relacionado ao problema do motor imóvel. Ora, comos e explica o início do movimento no universo? lógicamente, não há resposta empírica, senão a pura intuição de que as coisas são como são.
O conceito de as coisas serem como são, se fundamenta a noção Aristotélica de que as leis do céu são perfeitas e imutáveis, e que a transformação e a causalidade acontecem somente na Terra.
A Segunda Lei da termodinâmica é a lei da entropia diz que toda a energia empregada em um corpo, realizando trabalho, nunca aumenta, mas sempre diminui. Por exemplo, uma bateria carregada. Para ela realizar trabalho com a energia potencial de seu polo negatívo carregado, a corrente elétrica tem que percorrer até o ponto do pólo positivo. Essa transferencia tem o potencial de realizar um trabalho. Logo, a fechar o sistema, o pólo negativo tende a se esgotar e o positivo a se saturar, entrando em "alta entropia".Logo, para Newton, para haver qualquer movimento, a entropia tem que existir.
O problema da entropia do universo é resumido em:
Se o universo é eterno, ele se movimento desde sempre, e nunca está em entropia.
Logo, o movimento do cósmos não é aquilo que pensamos que é, e por isso, um problema da entropia.
Imaginar a energia do universo qual nós fazemos parte, qual nunca se esgota, é o mesmo que imaginar-me dando duas voltas ao mundo correndo, com uma mochila de pedras nas costas, sem parar, sem comida e sem água, e no final não estar nem um pouco cansado e com energia para dar mais duas voltas ao mundo e denovo e denovo eternamente.
O problema da entropia do universo é algo paradoxal.
quarta-feira, 26 de março de 2008
A IMORTALIDADE D'ALMA: HUBERTO ROHDEN E SÓCRATES

CONHECE-TE A TI PRÓPRIO E SERÁS IMORTAL ...
“Alguns séculos antes de Cristo, vivia em Atenas, o grande filósofo Sócrates.
A sua filosofia não era uma teoria especulativa, mas a própria vida que ele vivia.
Aos setenta e tantos anos foi Sócrates condenado à morte, embora inocente.
Enquanto aguardava no cárcere o dia da execução, seus amigos e discípulos moviam céus e terra para o preservar da morte.
O filósofo, porém não moveu um dedo para esse fim; com perfeita tranqüilidade e paz de espírito aguardou o dia em que ia beber o veneno mortífero.
Na véspera da execução, conseguiram seus amigos subornar o carcereiro (desde daquela época já existia essa prática...), que abriu a porta da prisão.
Críton, o mais ardente dos discípulos de Sócrates, entrou na cadeia e disse ao mestre:
- Foge depressa, Sócrates!
- Fugir, por que? - perguntou o preso.
- Ora, não sabes que amanhã te vão matar?
- Matar-me? A mim? Ninguém me pode matar!
- Sim, amanhã terás de beber a taça de cicuta mortal - insistiu Críton.
- Vamos, mestre, foge depressa para escapares à morte!
- Meu caro amigo Críton - respondeu o condenado - que mau filósofo és tu! Pensar que um pouco de veneno possa dar cabo de mim ...
Depois puxando com os dedos a pele da mão, Sócrates perguntou:
- Críton, achas que isto aqui é Sócrates?
E, batendo com o punho no osso do crânio, acrescentou:
- Achas que isto aqui é Sócrates? ... Pois é isto que eles vão matar, este invólucro material; mas não a mim. EU SOU A MINHA ALMA. Ninguém pode matar Sócrates! ...
E ficou sentado na cadeia aberta, enquanto Críton se retirava, chorando, sem compreender o que ele considerava teimosia ou estranho idealismo do mestre.
No dia seguinte, quando o sentenciado já bebera o veneno mortal e seu corpo ia perdendo aos poucos a sensibilidade, Críton perguntou-lhe, entre soluços:
- Sócrates, onde queres que te enterremos?
Ao que o filósofo, semiconsciente, murmurou:
- Já te disse, amigo, ninguém pode enterrar Sócrates ... Quanto a esse invólucro, enterrai-o onde quiserdes. Não sou eu... EU SOU MINHA ALMA...
E assim expirou esse homem, que tinha descoberto o segredo da FELICIDADE, que nem a morte lhe pôde roubar.
CONHECIA-SE A SI MESMO, O SEU VERDADEIRO EU DIVINO. ETERNO. IMORTAL..."
Assim somos todos nós seres IMORTAIS, pois somos
ALMA,
LUZ,
DIVINOS,
ETERNOS...
Nós só morremos, quando somos simplesmente ESQUECIDOS...
“Alguns séculos antes de Cristo, vivia em Atenas, o grande filósofo Sócrates.
A sua filosofia não era uma teoria especulativa, mas a própria vida que ele vivia.
Aos setenta e tantos anos foi Sócrates condenado à morte, embora inocente.
Enquanto aguardava no cárcere o dia da execução, seus amigos e discípulos moviam céus e terra para o preservar da morte.
O filósofo, porém não moveu um dedo para esse fim; com perfeita tranqüilidade e paz de espírito aguardou o dia em que ia beber o veneno mortífero.
Na véspera da execução, conseguiram seus amigos subornar o carcereiro (desde daquela época já existia essa prática...), que abriu a porta da prisão.
Críton, o mais ardente dos discípulos de Sócrates, entrou na cadeia e disse ao mestre:
- Foge depressa, Sócrates!
- Fugir, por que? - perguntou o preso.
- Ora, não sabes que amanhã te vão matar?
- Matar-me? A mim? Ninguém me pode matar!
- Sim, amanhã terás de beber a taça de cicuta mortal - insistiu Críton.
- Vamos, mestre, foge depressa para escapares à morte!
- Meu caro amigo Críton - respondeu o condenado - que mau filósofo és tu! Pensar que um pouco de veneno possa dar cabo de mim ...
Depois puxando com os dedos a pele da mão, Sócrates perguntou:
- Críton, achas que isto aqui é Sócrates?
E, batendo com o punho no osso do crânio, acrescentou:
- Achas que isto aqui é Sócrates? ... Pois é isto que eles vão matar, este invólucro material; mas não a mim. EU SOU A MINHA ALMA. Ninguém pode matar Sócrates! ...
E ficou sentado na cadeia aberta, enquanto Críton se retirava, chorando, sem compreender o que ele considerava teimosia ou estranho idealismo do mestre.
No dia seguinte, quando o sentenciado já bebera o veneno mortal e seu corpo ia perdendo aos poucos a sensibilidade, Críton perguntou-lhe, entre soluços:
- Sócrates, onde queres que te enterremos?
Ao que o filósofo, semiconsciente, murmurou:
- Já te disse, amigo, ninguém pode enterrar Sócrates ... Quanto a esse invólucro, enterrai-o onde quiserdes. Não sou eu... EU SOU MINHA ALMA...
E assim expirou esse homem, que tinha descoberto o segredo da FELICIDADE, que nem a morte lhe pôde roubar.
CONHECIA-SE A SI MESMO, O SEU VERDADEIRO EU DIVINO. ETERNO. IMORTAL..."
Assim somos todos nós seres IMORTAIS, pois somos
ALMA,
LUZ,
DIVINOS,
ETERNOS...
Nós só morremos, quando somos simplesmente ESQUECIDOS...
sábado, 15 de março de 2008
A Praxeologia de Mises
A Praxeologia de Mises
"Estatística e história são inúteis na economia a menos que acompanhadas por um entendimento dedutivo básico dos fatos." (Henry Hazlitt)

Um dos maiores economistas de todos os tempos foi, sem dúvida, Ludwig Von Mises.
Sua contribuição teórica foi fantástica, e seu clássico de quase mil páginas, Human Action, é inquestionavelmente uma das obras-primas em economia. Mises revolucionou a ciência econômica com seu foco na praxeologia, ou a teoria geral da ação humana. A seguir, pretendo fazer um breve resumo do que isso significa.
Antes, porém, é importante frisar que o próprio Mises reconhece não existir uma teoria econômica perfeita. Não existe perfeição quando se trata do conhecimento humano. A onisciência é negada aos humanos. A ciência não garante uma certeza final e absoluta. Ela fornece bases sólidas dentro dos limites de nossas habilidades mentais, mas a busca pelo conhecimento é um progresso contínuo e infinito.
Dito isto, podemos avançar um pouco na praxeologia de Mises. O homem é um ser de ação, que escolhe, determina e tenta alcançar uma finalidade. A ação humana significa o emprego de meios para a obtenção de certos fins. Sempre que as condições para a interferência humana estiverem presentes, o homem estará agindo, pois a inação, neste caso, também é uma escolha. Agir não é somente fazer algo, mas também se omitir quando algo era possível de ser feito. A ação pressupõe desconforto, a tentativa de migrar de uma situação menos satisfatória para outra mais satisfatória, segundo uma avaliação subjetiva do agente.
Com isso em mente, podemos passar à importante distinção que Mises faz entre os dois grandes campos das ciências da ação humana: a praxeologia e a história. A história, segundo Mises, é uma coleção e arranjo sistemático de todos os dados de experiências que dizem respeito à ação humana.
O foco é o passado, e ela não pode nos ensinar aquilo que seria válido para todas as ações humanas, ou seja, para o futuro também. Não há um laboratório para experimentos da ação humana. A experiência histórica é uma coletânea de fenômenos complexos, e não nos fornece fatos no mesmo sentido em que a ciência natural faz. A informação contida na experiência histórica não pode, conforme diz Mises, ser usada para a construção de teorias e previsões do futuro. Todos os atos históricos estão sujeitos a várias interpretações diferentes. Portanto, Mises afirma que não há meios de se estabelecer uma teoria a posteriori da conduta humana e dos eventos sociais.
Faz-se necessário o uso de uma teoria previamente desenvolvida que explique e interprete os fenômenos históricos. As interpretações das experiências não devem ficar sujeitas às explicações arbitrárias. Eis a relevância da praxeologia, uma ciência teórica, e não histórica. Suas proposições não são derivadas da experiência, mas, como ocorre na matemática, são obtidas a priori, com base em axiomas. Axiomas são auto-evidências perceptuais. Segundo Ayn Rand, "um axioma é uma proposição que derrota seus oponentes pelo fato de que eles têm de aceitá-la no processo de tentar negá-la". Um exemplo clássico seria tentar negar a existência da consciência, sendo que é preciso aceitá-la para tanto. As proposições obtidas a priori não são afirmações sujeitas à verificação ou falsificação no campo da experiência, mas sim logicamente necessárias para a compreensão dos fatos históricos. Sem esta lógica teórica, o curso dos eventos não passaria de algo caótico, sem sentido.
Essa lógica apriorística não lida com o problema de como a consciência ou a razão surgiram nos homens através da evolução. Ela lida com o caráter essencial e necessário da estrutura lógica da mente humana. A mente dos homens não é uma tabula rasa onde eventos externos escrevem a própria história.
Ela está equipada com ferramentas que permitem a percepção da realidade. Tais ferramentas foram adquiridas no decorrer da evolução de nossa espécie. Mas, segundo Mises, elas são logicamente anteriores a qualquer experiência. A idéia de que A pode ser ao mesmo tempo não-A seria simplesmente inconcebível e absurda para uma mente humana, assim como seria igualmente ilógico preferir A a B ao mesmo tempo que B a A. A lógica não permite tais contradições.
Para Mises, não há como compreender a realidade da ação humana sem uma teoria, uma ciência apriorística da ação humana. O ponto de partida da praxeologia não é a escolha de axiomas e uma decisão sobre os métodos de procedimento, mas uma reflexão sobre a essência da ação. Os métodos das ciências naturais, portanto, não são apropriados para o estudo da praxeologia, economia e história. A verdade é que a experiência de um fenômeno complexo como a ação humana pode sempre ser interpretada por várias teorias distintas. Se esta interpretação pode ser considerada satisfatória ou não, depende da apreciação da teoria em questão, estabelecida anteriormente através do processo racional aprioriístico. A história em si não pode nos ensinar uma regra geral, um princípio geral. Não há como extrair da história uma teoria posterior ou um teorema sobre a conduta humana. Mises acredita que os dados históricos seriam apenas o acúmulo de ocorrências desconexas e confusas se não pudessem ser arranjados e interpretados pelo conhecimento praxeológico.
Tal teoria terá profundos impactos no estudo da economia. Murray Rothbard, discípulo de Mises, conclui, por exemplo, que as estatísticas sozinhas não podem provar nada, pois refletem a operação de inúmeras forças causais. Para ele, o único teste de uma teoria são os acertos das premissas e uma cadeia lógica de raciocínio. Como dizia Roberto Campos, "as estatísticas são como o biquíni: o que revelam é interessante, mas o que ocultam é essencial". A estatística pode ser a arte de torturar os números até que eles confessem o que se deseja.
Sem uma teoria lógica decente, pode-se confundir muitas vezes a correlação com a causalidade. Um observador poderia concluir que médicos causam doenças, pois onde há mais doenças costuma haver mais médicos. Nas questões da ação humana, os problemas são ainda maiores. Pelo grau de complexidade dos eventos sociais e econômicos, muitas conclusões erradas podem surgir pela falta de capacidade de uma compreensão lógica da ligação entre os fatos. Uma medida econômica hoje pode surtir efeito somente em meses, e fica praticamente impossível compreender o fenômeno sem uma base teórica apriorística.
As estatísticas e a história podem ser excelentes ferramentas de auxílio nas análises econômicas, mas jamais irão substituir a necessidade da lógica teórica. Eis a crucial importância da praxeologia, que o brilhante Mises estudou a fundo. É preciso entender a ação humana através de sua lógica, não pela simples observação dos fatos passados.
domingo, 2 de março de 2008
Huberto Rohden: Meu encontro com Einstein

Os anos de 1945 a 1946 passei na Universidade de Pricenton, Estados Unidos, aceitando uma bolsa de estudos para “Pesquisas Científicas”, oferecida por essa Universidade.
Quase nada sabia eu, até essa data, do maior matemático do século – e talvez de todos os tempos – que lançou as bases para a Era Atômica. Nem mesmo sabia da sua presença em Princenton, pequena cidade derramada no meio de vasto descampado, a uma hora de trem de New York. Cerca de um mês após minha chegada a Princeton, passando um dia pela Mercer Street, meu companheiro mostrou-me um sobradinho modesto em pleno bosque e quase totalmente coberto de trepadeiras, dizendo que lá morava Albert Eisntein.
Mais tarde, em companhia de outro brasileiro, consegui uma rápida visita a esse homem solitário e taciturno. Cabeleira desregrada, barba por fazer, sapatos sem meias, todo envolto em um vasto manto cinzento, com olhar longícuo de esfinge em pleno deserto – lá estava esse homem cujo corpo ainda vivia na terra, mas cuja mente habitava nas mais remotas plagas do cosmos, ou no centro invisível dos átomos.
Conversar com Einstein seria profanar a sua sagrada solidão.
Mais tatde descobri que ele costumava subir, cada manhã, o morro atrás da Universidade, em cujo topo verde se ergue o Institute for Advanced Studies(Instituto para Estudos Superiores), onde Einstein se encontrava com a equipe atômica – Oppenheimer, Fermi, Bohr, von Braun, Meitner, e outros corifeus.
Durante essa subida, através do bosque, era possível a gente se encontrar com Einstein sem ser importunado. Ele subia quase sempre sozinho, mais cosmo-pensado que ego-pensante. Às vezes, emparelhava eu com o silencioso peregrino sem que ele me visse – tão longe divagava sua mente pelo mundo dos átomos ou dos astros.
Esses encontros solitários eram a única oportunidade para expor as minhas idéias, então ainda embrionária, sobre a misteriosa afinidade entre Matemática, Metafísica e Mística, que mais tarde expus em aulas e livros, com grande estranheza dos de fora.
Já nesse tempo me convenci de que um homem pode atingir os pináculos da mais pura ética sem o recurso a nenhuma religião particular. Einstein era o exemplo vivo de um homem bom e feliz, ele que não professava nenhuma espécie de religião confessional. Era um homem profundamente religioso sem nenhuma. Na teologia era Einstein considerado como “ateu” – mas à luz da verdadeira filosofia era ele um grande “místico”. Esse estranho paradoxo aconteceu aliás, a quase todos os grandes gênios religiosos, se, executar o próprio Cristo: eram condenados como ateus pelos teólogos dogmáticos, e admirados como místicos pelos filósofos imparciais. É que todo o gênio profundamente religioso sente a sua afinidade com um Poder Supremo; mas, porque não vê nesse Poder uma pessoa, uma entidade individual, as igrejas dualistas o tacham de ateu e irreligioso. Buda, a consciência espiritual da Ásia, nunca falou em Deus, e poderia ser considerado como o rei dos ateus místicos.
Sendo que a matemática, quando totalmente abstrata, é o contato direto e imediato com a alma da realidade universal, para ale, de todas as Facticidades concretas, é natural o homem, assim identificado com a Infinita e Absoluta realidade, não dê importância às coisas individuais e finitas, que governam a vida do homem comum. Louvores ou vitupérios, sucesso ou insucesso, vivas ou vaias, amores ou ódios, simpatias ou antipatias – nada disto afeta e desequilibra a mente do homem que se harmoniza com a suprema Realidade do Cosmos, com o invisível UNO que permeia todos os VERSOS visíveis do Universo. E o que há de mais paradoxal e maravilhoso é que esse equilíbrio entre os extremos opostos não faz do homem cósmico um homem indiferente e frio, mas o torna sereno e benévolo para com todas as creaturas de Deus.
Einstein, o homem místico-cósmico, era um homem amavelmente ético-humano.
Durante o longo estado de coma que pôs termo a vida de uma parenta sua, o exímio matemático tinha tempo para ficar sentado horas inteiras à cabeceira dela, tocando violino ou lendo os diálogo de Platão sobre a imortalidade, e quando alguém o advertiu que a doente estava inconsciente, Einstein respondia que ela ouvia tudo, embora não pudesse reagir visivelmente.
Um dia, a empregada quis pôr em ordem na pitoresca desordem da papelada de Einstein sobre a escrivaninha, e encontrou um cheque de mil dólares, já com enorme atraso, marcado a leitura de um livro. Quem sabe se Einstein não jogou alguma dessas cobiçadas preciosidades no cesto de papel velho?...
Tenho na minha pequena biblioteca dois livros de Einstein que não tratam de matemática nem de átomos. Um deles se intitula Mein Welbild, cuja tradução inglesa diz The word as I see it(O mundo como eu vejo). O título do outro é Aus Meinen Spaeten Jabren(Dos meus Últimos Anos). São coletâneas e discursos e artigos ocasionais sobre Deus, o homem, a sociedade, sobre filosofia, ética, sociologia e política não partidária. Nas minhas aulas sobre filosofia Univérsica, bem como em diversos livros meus, tenho citado tópicos desses livros.
Quando, pela primeira vez, substituí o termo grego "cósmico" pela equivalente palavra latina "universico", houve grande clamor nas fileiras dos que julgam não poderem usar vocábulos não devidamente carimbados pelos dicionários infalíveis. Hoje, porém, já têm a coragem de usar o maravilhoso adjetivo duplo "univérsico" em lugar do termo simples "cósmico".
O que há de notável, quase incompreensível, nas palavras de Einstein, é do fato de ele afirmar categoricamente que qualquer lei cósmica pode ser descoberta pelo "puro raciocínio", como ele chama a intuição cósmica; apela para o princípio dedutivo do a priori. Afirma que a intensa concentração mental, a diuturna focalização no UNO do mundo do VERSO, dos efeitos ou Canais. Quando professor da Politécnica de Zurique, na Suíça, causou verdadeiro escândalo entre seus colegas, ao afirmar que o princípio básico de toda a ciência superior era a priori-dedutivo, e não a posteriori-indutivo. Em nossa linguagem seria: o último estágio de processo congonscitivo, vai do UNO ao VERSO, e não vice-versa. O homem deve focalizar a Causa (UNO) e daí partir para os Efeitos(VERSO).
Surge a magna pergunta: Como atingir a causa, a não ser pelos efeitos?
Mas Einstein nega que haja um caminho que conduza dos efeitos para a causa, ou no dizer dele, dos fatos, para os valores. Afirma que o mundo do UNO, da Causa, do Valor, da Realidade, é revelado ao homem, quando ele está em condições de receber essa revelação; o homem não pode causar esta revelação da realidade, mas deve e pode condiciona-la. "Eu penso 99 vezes, e nada descubro; deixo de pensar e mergulho no silêncio - e eis que a verdade me é revelada."
Na filosofia milenar da Bhagavad Gita se exprime esta verdade do modo seguinte: "Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece."
Em nossa Filosofia Univérsica diríamos: Quando o Ego está em condições propícias, o Eu se revela. Ou seja: Quando o canal está aberto, as águas da fonte fluem para dentro dele.
Os teólogos diriam: Quando o homem tem fé, Deus lhe dá a graça.
No mesmo sentido disse o Cristo: "As obras que eu faço não sou eu que faço, mas é o pai em mim que faz as obras; de mim mesmo nada posso fazer."
Em todos esses casos, não desce a essas aplicações, mas o princípio fundamental da sua matemática é o mesmo: estabelecer condições favoráveis pára que a causa possa funcionar. As condições são do homem, mas a causa é do cosmos.
Afirma Einstein que a Matemática, quando abstrata, é absolutamente certa; mas, quando concretizada, perde da sua certeza na razão direta da sua concretização. Com outras palavras: A Realidade é 100% certa, ao passo que as facticidades não acusam 100% de certeza.
Ora, é precisamente este o princípio básico de toda a verdadeira Metafísica e Mística: A certeza que elas dão da realidade não lhes vem das Facticidades, do mundo concreto dos fatos, dominados por tempo e espaço; mas vem-lhes do mundo da pura realidade. E, como nenhum fato pode dar certeza, também nenhum fato pode destruir a certeza que o metafísico-místico tem da Realidade.
Certeza, firmeza, segurança, tranqüilidade, consciência da Realidade, serenidade, felicidade - tudo isto brta da fonte suprema da própria Realidade, e não pode ser engendrado nem destruído pelas facticidades.
Victor Frankl, médico-psiquiatra, judeu-alemão, diretor da Politécnica Neurológica da Universiade de Viena, escreveu livros sobre logoterapia, e aplicou essa terapia, com grande sucesso, a seus doentes, usando na Medicina, o mesmo consciente com a realidade central do homem(Uno, Eu).
para curar desarmonias no mundo das facticidades do homem(Verso, Ego).
Joel Goldsmith, em Honolulu, escreveu um livro intitulado A Arte de Curar pelo Espírito, em que ele aplica o mesmo princípio a priori-dedutivo para curar doentes. Fez diversas vezes viagem ao redor do globo, a convite de doentes, sem jamais recorrer ao processo empírico-analítico da medicação material-mental. basta focalizar intensamente a fonte do Uno ou Eu, e os canais do Verso ou Ego recebem as águas vivas da saúde.
Em face disto, poderíamos acrescentar aos três MMM da matemática, Metafísica e Mística, mais o M da Medicina, contanto que por medicina se entenda a cura pela raiz do Uno-Eu, e não apenas a repressão de sintomas da superfície do Verso-Ego, como faz a medicina comum.
Matemáticos, metafísicos, místicos e médicos, nos mais altos pináculos da intuição cósmica, estão convergindo para o mesmo foco único; ou melhor, estão recebendo da mesma Fonte para pleinificar os seus canais. Basta entrar em contato direto, imediato e plenicosciente com a plenitude da Fonte Suprema, o UNO do Universo - e todas as desarmonias dos canais, do Verso, serão sanadas pelo impacto desse UNO.
Enquanto a mais pura Matemática não se tornar o principio dominante da Metafísica, da Mística e da Medicina. não pode haver uma melhoria substancial no seio da humanidade.
Há quase dois mil anos, isto mesmo foi enunciado pelo maior e mais univérsico gênio da humanidade: "Conhecereais a Verdade - e a Verdade vos libertará."
Quase nada sabia eu, até essa data, do maior matemático do século – e talvez de todos os tempos – que lançou as bases para a Era Atômica. Nem mesmo sabia da sua presença em Princenton, pequena cidade derramada no meio de vasto descampado, a uma hora de trem de New York. Cerca de um mês após minha chegada a Princeton, passando um dia pela Mercer Street, meu companheiro mostrou-me um sobradinho modesto em pleno bosque e quase totalmente coberto de trepadeiras, dizendo que lá morava Albert Eisntein.
Mais tarde, em companhia de outro brasileiro, consegui uma rápida visita a esse homem solitário e taciturno. Cabeleira desregrada, barba por fazer, sapatos sem meias, todo envolto em um vasto manto cinzento, com olhar longícuo de esfinge em pleno deserto – lá estava esse homem cujo corpo ainda vivia na terra, mas cuja mente habitava nas mais remotas plagas do cosmos, ou no centro invisível dos átomos.
Conversar com Einstein seria profanar a sua sagrada solidão.
Mais tatde descobri que ele costumava subir, cada manhã, o morro atrás da Universidade, em cujo topo verde se ergue o Institute for Advanced Studies(Instituto para Estudos Superiores), onde Einstein se encontrava com a equipe atômica – Oppenheimer, Fermi, Bohr, von Braun, Meitner, e outros corifeus.
Durante essa subida, através do bosque, era possível a gente se encontrar com Einstein sem ser importunado. Ele subia quase sempre sozinho, mais cosmo-pensado que ego-pensante. Às vezes, emparelhava eu com o silencioso peregrino sem que ele me visse – tão longe divagava sua mente pelo mundo dos átomos ou dos astros.
Esses encontros solitários eram a única oportunidade para expor as minhas idéias, então ainda embrionária, sobre a misteriosa afinidade entre Matemática, Metafísica e Mística, que mais tarde expus em aulas e livros, com grande estranheza dos de fora.
Já nesse tempo me convenci de que um homem pode atingir os pináculos da mais pura ética sem o recurso a nenhuma religião particular. Einstein era o exemplo vivo de um homem bom e feliz, ele que não professava nenhuma espécie de religião confessional. Era um homem profundamente religioso sem nenhuma. Na teologia era Einstein considerado como “ateu” – mas à luz da verdadeira filosofia era ele um grande “místico”. Esse estranho paradoxo aconteceu aliás, a quase todos os grandes gênios religiosos, se, executar o próprio Cristo: eram condenados como ateus pelos teólogos dogmáticos, e admirados como místicos pelos filósofos imparciais. É que todo o gênio profundamente religioso sente a sua afinidade com um Poder Supremo; mas, porque não vê nesse Poder uma pessoa, uma entidade individual, as igrejas dualistas o tacham de ateu e irreligioso. Buda, a consciência espiritual da Ásia, nunca falou em Deus, e poderia ser considerado como o rei dos ateus místicos.
Sendo que a matemática, quando totalmente abstrata, é o contato direto e imediato com a alma da realidade universal, para ale, de todas as Facticidades concretas, é natural o homem, assim identificado com a Infinita e Absoluta realidade, não dê importância às coisas individuais e finitas, que governam a vida do homem comum. Louvores ou vitupérios, sucesso ou insucesso, vivas ou vaias, amores ou ódios, simpatias ou antipatias – nada disto afeta e desequilibra a mente do homem que se harmoniza com a suprema Realidade do Cosmos, com o invisível UNO que permeia todos os VERSOS visíveis do Universo. E o que há de mais paradoxal e maravilhoso é que esse equilíbrio entre os extremos opostos não faz do homem cósmico um homem indiferente e frio, mas o torna sereno e benévolo para com todas as creaturas de Deus.
Einstein, o homem místico-cósmico, era um homem amavelmente ético-humano.
Durante o longo estado de coma que pôs termo a vida de uma parenta sua, o exímio matemático tinha tempo para ficar sentado horas inteiras à cabeceira dela, tocando violino ou lendo os diálogo de Platão sobre a imortalidade, e quando alguém o advertiu que a doente estava inconsciente, Einstein respondia que ela ouvia tudo, embora não pudesse reagir visivelmente.
Um dia, a empregada quis pôr em ordem na pitoresca desordem da papelada de Einstein sobre a escrivaninha, e encontrou um cheque de mil dólares, já com enorme atraso, marcado a leitura de um livro. Quem sabe se Einstein não jogou alguma dessas cobiçadas preciosidades no cesto de papel velho?...
Tenho na minha pequena biblioteca dois livros de Einstein que não tratam de matemática nem de átomos. Um deles se intitula Mein Welbild, cuja tradução inglesa diz The word as I see it(O mundo como eu vejo). O título do outro é Aus Meinen Spaeten Jabren(Dos meus Últimos Anos). São coletâneas e discursos e artigos ocasionais sobre Deus, o homem, a sociedade, sobre filosofia, ética, sociologia e política não partidária. Nas minhas aulas sobre filosofia Univérsica, bem como em diversos livros meus, tenho citado tópicos desses livros.
Quando, pela primeira vez, substituí o termo grego "cósmico" pela equivalente palavra latina "universico", houve grande clamor nas fileiras dos que julgam não poderem usar vocábulos não devidamente carimbados pelos dicionários infalíveis. Hoje, porém, já têm a coragem de usar o maravilhoso adjetivo duplo "univérsico" em lugar do termo simples "cósmico".
O que há de notável, quase incompreensível, nas palavras de Einstein, é do fato de ele afirmar categoricamente que qualquer lei cósmica pode ser descoberta pelo "puro raciocínio", como ele chama a intuição cósmica; apela para o princípio dedutivo do a priori. Afirma que a intensa concentração mental, a diuturna focalização no UNO do mundo do VERSO, dos efeitos ou Canais. Quando professor da Politécnica de Zurique, na Suíça, causou verdadeiro escândalo entre seus colegas, ao afirmar que o princípio básico de toda a ciência superior era a priori-dedutivo, e não a posteriori-indutivo. Em nossa linguagem seria: o último estágio de processo congonscitivo, vai do UNO ao VERSO, e não vice-versa. O homem deve focalizar a Causa (UNO) e daí partir para os Efeitos(VERSO).
Surge a magna pergunta: Como atingir a causa, a não ser pelos efeitos?
Mas Einstein nega que haja um caminho que conduza dos efeitos para a causa, ou no dizer dele, dos fatos, para os valores. Afirma que o mundo do UNO, da Causa, do Valor, da Realidade, é revelado ao homem, quando ele está em condições de receber essa revelação; o homem não pode causar esta revelação da realidade, mas deve e pode condiciona-la. "Eu penso 99 vezes, e nada descubro; deixo de pensar e mergulho no silêncio - e eis que a verdade me é revelada."
Na filosofia milenar da Bhagavad Gita se exprime esta verdade do modo seguinte: "Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece."
Em nossa Filosofia Univérsica diríamos: Quando o Ego está em condições propícias, o Eu se revela. Ou seja: Quando o canal está aberto, as águas da fonte fluem para dentro dele.
Os teólogos diriam: Quando o homem tem fé, Deus lhe dá a graça.
No mesmo sentido disse o Cristo: "As obras que eu faço não sou eu que faço, mas é o pai em mim que faz as obras; de mim mesmo nada posso fazer."
Em todos esses casos, não desce a essas aplicações, mas o princípio fundamental da sua matemática é o mesmo: estabelecer condições favoráveis pára que a causa possa funcionar. As condições são do homem, mas a causa é do cosmos.
Afirma Einstein que a Matemática, quando abstrata, é absolutamente certa; mas, quando concretizada, perde da sua certeza na razão direta da sua concretização. Com outras palavras: A Realidade é 100% certa, ao passo que as facticidades não acusam 100% de certeza.
Ora, é precisamente este o princípio básico de toda a verdadeira Metafísica e Mística: A certeza que elas dão da realidade não lhes vem das Facticidades, do mundo concreto dos fatos, dominados por tempo e espaço; mas vem-lhes do mundo da pura realidade. E, como nenhum fato pode dar certeza, também nenhum fato pode destruir a certeza que o metafísico-místico tem da Realidade.
Certeza, firmeza, segurança, tranqüilidade, consciência da Realidade, serenidade, felicidade - tudo isto brta da fonte suprema da própria Realidade, e não pode ser engendrado nem destruído pelas facticidades.
Victor Frankl, médico-psiquiatra, judeu-alemão, diretor da Politécnica Neurológica da Universiade de Viena, escreveu livros sobre logoterapia, e aplicou essa terapia, com grande sucesso, a seus doentes, usando na Medicina, o mesmo consciente com a realidade central do homem(Uno, Eu).
para curar desarmonias no mundo das facticidades do homem(Verso, Ego).
Joel Goldsmith, em Honolulu, escreveu um livro intitulado A Arte de Curar pelo Espírito, em que ele aplica o mesmo princípio a priori-dedutivo para curar doentes. Fez diversas vezes viagem ao redor do globo, a convite de doentes, sem jamais recorrer ao processo empírico-analítico da medicação material-mental. basta focalizar intensamente a fonte do Uno ou Eu, e os canais do Verso ou Ego recebem as águas vivas da saúde.
Em face disto, poderíamos acrescentar aos três MMM da matemática, Metafísica e Mística, mais o M da Medicina, contanto que por medicina se entenda a cura pela raiz do Uno-Eu, e não apenas a repressão de sintomas da superfície do Verso-Ego, como faz a medicina comum.
Matemáticos, metafísicos, místicos e médicos, nos mais altos pináculos da intuição cósmica, estão convergindo para o mesmo foco único; ou melhor, estão recebendo da mesma Fonte para pleinificar os seus canais. Basta entrar em contato direto, imediato e plenicosciente com a plenitude da Fonte Suprema, o UNO do Universo - e todas as desarmonias dos canais, do Verso, serão sanadas pelo impacto desse UNO.
Enquanto a mais pura Matemática não se tornar o principio dominante da Metafísica, da Mística e da Medicina. não pode haver uma melhoria substancial no seio da humanidade.
Há quase dois mil anos, isto mesmo foi enunciado pelo maior e mais univérsico gênio da humanidade: "Conhecereais a Verdade - e a Verdade vos libertará."
Huberto Rohden
Prefécio de seu livro "Einstein, o Enigma do Universo"
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
O céu estático em Aristóteles
Dentro da cosmologia aristotélica, esse classificava a phisis, ao contrario de seu Mestre Platão que sempre caia no relativismo.
Aristóteles então classifica as coias, o céu e ps seus planetas em movimentos, e dizia que a terra era o centro do universo.
Uma boa dedução para um homem de sua época. Naquela época, dizer se o sol ou a terra eram o centro não possuía uma importância central das discussões, como se teve posteriormente na Idade Média em diante.
O estagirita afirmava que o céu possui leis diferentes do da Terra, pois são movimentos imutáveis e eternos. Na Terra, existem leis do movimento, diferentes da do céu. Os conceitos da Terra são diferentes da do céu. (A equalização dos movimentos da Terra coma do espaço só foi acontecer com os modernos europeus).
Aristóteles não era nem um idiota a falar tolices por aí, era um filósofo muito, e todo filósofo entra na profunidade do mundo dos entes. Ao dizer que o céu é estático, não foi nenhuma forma de simplificação filosófica. Então o que realmente ele quis dizer?
Ora, ele quis dizer nada mais que, como nunca poderemos encontrar o motor primeiro, o motor imóvel e causa de si mesmo do cósmos, o céu não teve origem, ele é como é, imutável e perfeito. O filósofo compreendia "problema da entropia do universo", texto chave desse blog.
Quem tentou derrubar as teses sobre o universo estático foram os modernos, especialmente na teoria do Big-Bang. Mas é incrível de como os cientistas do Big-bang não conseguem refletir sobre o problema da entropia do Universo.
Enfim, a teoria do universo estático não é nenhuma tolice aristotélica, mas um trabalho de intuição excelsa, mas limitada nas observações conceituais quanto ao formato da terra e sua posição no cósmos, como o próprio cosmos. Mas os problemas são os mesmos, como o "problema da entropia do universo".
Aristóteles então classifica as coias, o céu e ps seus planetas em movimentos, e dizia que a terra era o centro do universo.
Uma boa dedução para um homem de sua época. Naquela época, dizer se o sol ou a terra eram o centro não possuía uma importância central das discussões, como se teve posteriormente na Idade Média em diante.
O estagirita afirmava que o céu possui leis diferentes do da Terra, pois são movimentos imutáveis e eternos. Na Terra, existem leis do movimento, diferentes da do céu. Os conceitos da Terra são diferentes da do céu. (A equalização dos movimentos da Terra coma do espaço só foi acontecer com os modernos europeus).
Aristóteles não era nem um idiota a falar tolices por aí, era um filósofo muito, e todo filósofo entra na profunidade do mundo dos entes. Ao dizer que o céu é estático, não foi nenhuma forma de simplificação filosófica. Então o que realmente ele quis dizer?
Ora, ele quis dizer nada mais que, como nunca poderemos encontrar o motor primeiro, o motor imóvel e causa de si mesmo do cósmos, o céu não teve origem, ele é como é, imutável e perfeito. O filósofo compreendia "problema da entropia do universo", texto chave desse blog.
Quem tentou derrubar as teses sobre o universo estático foram os modernos, especialmente na teoria do Big-Bang. Mas é incrível de como os cientistas do Big-bang não conseguem refletir sobre o problema da entropia do Universo.
Enfim, a teoria do universo estático não é nenhuma tolice aristotélica, mas um trabalho de intuição excelsa, mas limitada nas observações conceituais quanto ao formato da terra e sua posição no cósmos, como o próprio cosmos. Mas os problemas são os mesmos, como o "problema da entropia do universo".
Relego então a crença a crença do big-bang a mesma categoria do mito de Adão e Eva, pois os dois nao possuem fundamento algum.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
A metafísica da Moral
A idéia de ideologia se resume na ética e na moral. A moral como finalidade da ética.
A moral busca a felicidade, e a ética, regras de conduta para que isso supostamente seja alcançado. Então a ideologia é uma forma de organização da sociedade para se alcançar determinado fim para sua realização feliz, como o marxismo propõe, o capitalismo etc.
A busca da felicidade seria um axioma moral ou a última entidade metafísica da moral desvelada? Eu entendo que a busca da felicidade é um axioma moral. Podemos perceber isso na constancia da história, onde todos os povos e pessoas buscavam algo a mais nas religiões e políticas de Estado. Entramos aqui numa questão filosófica interessante.
Mas o que é felicidade? Exercitando logicamente os entes dessa idéia com os recursos da língua portuguesa que conheço, a felicidade é o gozar e a constancia desse sentimento. Gozar a vida, gozar uma boa mulher etc. Mas como chego a essa última entidade? Ora, por exemplo, por que se deve trabalhar e ter um bom emprego?, ao invés d eum emprego braçal e simples? Ora, porque é evidente que um bom emprego significa uma vida mais confortável e supostamente com mais alcance ao prazer e a harmonia, ou seja, gozar a vida.
Outro exemplo, porque o play-boy quer uma ferrari caríssima? Na maioria das vezes é para ter Status social, respeito dos semelhantes e a crença de ter as mais belas mulheres, tudo com a intenção do bom gozo por detrás de tudo isso.
Então a felicidade em si é o gozo, e a sua constancia dele? Será que o gozo é um axioma moral ou é a última entidade metafísica percebida? Qual a relação Imanente Do Uno eterno com a existência? seria o gozo?
A moral busca a felicidade, e a ética, regras de conduta para que isso supostamente seja alcançado. Então a ideologia é uma forma de organização da sociedade para se alcançar determinado fim para sua realização feliz, como o marxismo propõe, o capitalismo etc.
A busca da felicidade seria um axioma moral ou a última entidade metafísica da moral desvelada? Eu entendo que a busca da felicidade é um axioma moral. Podemos perceber isso na constancia da história, onde todos os povos e pessoas buscavam algo a mais nas religiões e políticas de Estado. Entramos aqui numa questão filosófica interessante.
Mas o que é felicidade? Exercitando logicamente os entes dessa idéia com os recursos da língua portuguesa que conheço, a felicidade é o gozar e a constancia desse sentimento. Gozar a vida, gozar uma boa mulher etc. Mas como chego a essa última entidade? Ora, por exemplo, por que se deve trabalhar e ter um bom emprego?, ao invés d eum emprego braçal e simples? Ora, porque é evidente que um bom emprego significa uma vida mais confortável e supostamente com mais alcance ao prazer e a harmonia, ou seja, gozar a vida.
Outro exemplo, porque o play-boy quer uma ferrari caríssima? Na maioria das vezes é para ter Status social, respeito dos semelhantes e a crença de ter as mais belas mulheres, tudo com a intenção do bom gozo por detrás de tudo isso.
Então a felicidade em si é o gozo, e a sua constancia dele? Será que o gozo é um axioma moral ou é a última entidade metafísica percebida? Qual a relação Imanente Do Uno eterno com a existência? seria o gozo?
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
filosofia superior a ciência
Na universidade produtora de conhecimentos para o bem estar da sociedade nos ditames do positivismo, tem em suas entranhas o ideário da interdisciplinidade que faz o conhecimento um todo para a ampla compreensão do fenômeno da existência e os ideários da realização das potencialidades dos homens como a felicidade e a vida. O conhecimento na Universidade é dividido em partes, já que a área de percepção do mundo é muito vasta. Cada ciência estuda uma área do saber humano, como em sua pesquisa.Porém, dentro da academia e outras áreas do conhecimento humano, há uma hierarquia entre as ciências, onde umas possuem uma posição superior as outras. Por exemplo, um controle de produção, a estatística, os estudos sobre a antropologia, servem a sociologia, a economia, ao direito etc.
A filosofia não sendo uma ciência, assume uma posição de superioridade diante de todas as outras ciências. A ciência em si busca o estudo de entidades fenomenológicas para a levarem a filosofia, que tem o poder de ver o todo e imaginar onde o homem se enquadra nisso, com o ideário ético e moral, na busca de sua realização e questionamento de seus próprios conceitos antes alicerçado.
Na obra de Hilton Japiassu “Nascimento e morte das ciências humanas”, o autor diz que as ciências são uma epistemologia. Ela busca o estudo dos entes de forma fria e sistemática, colocando o homem fora da observação, uma figura neutra que interpreta a luz da razão. A ciência é assim, e através de seus dados, a filosofia se alimenta.
O grande problema da civilização hoje, segundo Japiassu, é que as ciências se emanciparam da filosofia, onde acreditam que ela não seja mais necessária, e que a teoria científica em si já seja sua própria filosofia.
Mas o método científico em si nega o homem, é neutro. Quando tentar colocar o homem no mundo, o reduz a um ente antropológico e sem sentido em si.
Por exemplo, quando a antropologia estuda um ritual mágico entre os indígenas, não consegue ver do porque do ritual ser assim e o que ele pretende como objetivo. Quem busca isso é a filosofia.
A sociologia se prende a estudar a mentalidade, os rituais e costumes, mas não consegue perceber no interior do indivíduo, quais seus anseios que fizeram escolher e buscar para sua realização pessoal e de sua comunidade. O sentido de realização é uma busca filosófica, onde se investiga na metafísica dos costumes, o que aquele povo realmente espera cultuando algum deus e de que forma querem senti-lo e para que.
Hoje, o positivismo, que é a filosofia da ciência, que acreditava que ele seria capaz de solucionar todos os males da sociedade, está em declínio. O direito positivista, por exemplo, que acreditava que leis desprovidas de juízos de valores com a convicção que assim poderia exercer a verdadeira justiça democrática, faliu como projeto inteiramente.
O positivismo precisa da filosofa para lhe indicar o caminho, para lhe dizer o que é realmente existir e pelo que.
Na academia hoje, pelo menos no Brasil, as ciências se emanciparem da filosofia, mais por um motivo de conhecimento 'mal digerido' sobre as coisas, e até mesmo o desinteresse pelo saber que age apenas pelo retorno financeiro(puro hedonismo). E entre os estudiosos da filosofia, não conseguem beber da ciência, pelos mesmos motivos descritos.
Existe uma doutrina na academia hoje que se chama “carreirismo”. Essa doutrina apática e cabide de emprego, não produz nada de efetivo a não ser algo anti-acadêmico, que desestimula a produção do conhecimento e da própria filosofia, para um martírio, um estudo de anos sem sentido e sofrimento.
Na filosofia, muitos esqueceram de se perguntar sobre os meios para ser realmente feliz e realizados. Mas como todos temos a mesma essência da vontade(Shopenhauer), muitos se atiram nas drogas, no consumismo, nas religiões que possuem respostas fáceis, na moda, porque é mas fácil seguir o que os outros dizem, porque se todo mundo faz eu também farei(Weltanchaung, Heidegger).
O que é realmente ser feliz? Gostaria de saber essa resposta. Sei que há um axioma para isso, e sei que a vontade é uma. Porém, engraçado é que, me parece, a felicidade não está na quantidade, mas na abstinência que lhe dá intensidade. Isso é filosofia, que é nos colocar como o próprio sentido do conhecimento produzido.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Paul Stratern: Locke em 90 minutos

Paul Stratern, que foi professor universitário de filosofia e matemática na Kingaston University e é autor das séries "filósofo em 90 minutos", traduzida em mais de oito países, e a mais recente"cientístas em 90 minutos". escreveu cinco romances(entre eles A Season in Abyssinia, ganhador do Prêmio Somerset Maugham), além de biografias e livros de história e de viagens. Foi também jornalista free-lance, colaborando para o Observer, o Daily Telegraph e o Irish Times.
LOCKE (1632 – 1704) dedicou grande parte de suas horas de lazer escrevendo longas e floreadas cartas a mulheres descomprometidas, mas jamais se casou, terminando por viver num platônico ménage a trois com um membro da Parlamento e sua esposa. Lock foi o único grande filósofo a se tornar ministro de Estado, embora sua filosofia fosse revolucionária – inspirou tanto a declaração da independência dos Estados unidos como a Revolução Francesa.
Locke em 90 minutos faz parte de uma série que, através de textos irreverentes e curiosos sobre os principais filósofos, empolga o jovem leitor. Uma introdução e um posfácio situam a obra de Lock na tradição filosófica; no final do volume, um quadro cronológico apresenta as datas significativas da filosofia. Finalmente, uma seleção de citações de suas duas obras mais importantes, o Ensaio sobre o entendimento humano e os Dois tratados sobre o governo civil, introduz o leitor a suas idéias.
tradução de Maria Helena Geordane
Editora Jorge Zahar Editor
Rio de janeiro
Introdução as raízes de suas idéias
A filosofia retrocede. Começou com um universo infinito de idéias complexas, belas e muitas vezes conflitantes. Pouco a pouco, com a ajuda da intolerância religiosa, da razão e da vontade de entender, a filosofia passou a reduzir esse mundo a proporções mais compreensíveis. Tudo se tornou mais simples, mais óbvio. A filosofia regressava ao estágio em que descrevia o mundo da maneira como realmente o vemos. Com John Locke, a filosofia entra em terreno plano.
A filosofia retrocede. Começou com um universo infinito de idéias complexas, belas e muitas vezes conflitantes. Pouco a pouco, com a ajuda da intolerância religiosa, da razão e da vontade de entender, a filosofia passou a reduzir esse mundo a proporções mais compreensíveis. Tudo se tornou mais simples, mais óbvio. A filosofia regressava ao estágio em que descrevia o mundo da maneira como realmente o vemos. Com John Locke, a filosofia entra em terreno plano.As grandes idéias são, com freqüência, óbvias. Nenhuma delas mais do que as de John Locke. Grande parte de seu pensamento seria atualmente considerado por nós como o produto do senso comum. Sua filosofia lançaria os alicerces do empirismo e de sua crença de que nosso conhecimento do mundo é baseado na experiência, além de introduzir a idéia da democracia liberal, que se tornaria a pedra angular da civilização ocidental. Pessoas que sequer sabem soletrar a palavra filosofia estão agora propensas a aceitar essa doutrina filosófica, incompreensível há pouco mais de três séculos.
Tudo isso torna a filosofia de Locke muito pouco atraente, Não existe, porém, razão para que a filosofia não devesse ser tediosa. Ao contrário, há muitos bons motivos para que ela deva ser tediosa. O problema teve início quando as obras filosóficas se tornaram interessantes e o público começou de fato a lê-las. Quem lê está sujeito a acreditar naquilo que lê e a seguir, observar o que acontece. O início do século XX permanece como terrível lembrança do que acontece quando grandes grupos de pessoas começam a olhar a filosofia com seriedade. Felizmente, a disciplina avançou muito além do estágio infantil em que se esperava que as pessoas acreditem naquilo que lêem. Mas nem sempre foi assim – e muitos filósofos mais sábios entenderam as ciladas representadas pelos leitores que efetivamente sabem o que dizem. Spinoza faz o máximo que pode para resolver esse problema, transformando suas obras em ilegíveis. Sócrates, por outro lado, decidiu que o melhor a fazer não era escrever nada. (A primeira tendência foi seguida por filósofos como Kant e Hegel; a última, por Polique, Ehreansvard e Huntingdon-Jones.) A solução de Locke era escrever filosofia tão óbvia que logo se tornasse enfadonha. Não foi sempre assim, no entanto. Seu pensamento e suas idéias foram revolucionárias em sua época e alteraram o curso da atividade de penar.
Lock foi o único dos grandes filósofos a se tornar ministro de governo, o que é revelador. Era um homem multifacetado, mas permaneceu, sobretudo coerente e prático. Sua filosofia de fato funciona – tanto para o indivíduo quanto para a sociedade como um todo.
Crise das hipotecas nos EUA. O que realmente aconteceu?

O que realmente aconteceu historicamente com a crise imobiliária americana? Bom, vou tentar sintetizar com o que li e ouvi por aí e aqui nesse meu conhecimento senso comum, e ver se alguém concorda.
O sistema imobiliário américa como qualquer outro sistema é muito mais dinâmico que o nosso, além de muito mais segurança jurídica e burocracia facilitada, e com isso, o dinheiro circula melhor.
Houve nos EUA uma expectativa de crescimento imobiliário. Foram construídos diversos apartamentos e casas a classe média e popular. Os investimentos vieram de várias partes do mundo, pois nos EUA é um dos melhores lugares do mundo para investimentos.
Porém como em 1930, e em outras fases cíclicas do capitalismo como dizem os economistas, a construção excedeu a essa expectativa, ocorrendo 'uma crise de super produção', agravado por um leve problema no preço do petróleo, e a variação da taxa de juros das dívidas imobiliárias. Os títulos das hipotecas sofrerama uma bolha especulativa perdendo seu valor venal. Esse "boom" de construções e venda de casas se deu pela promessa do presidente Bush de emprego e moradia, diante da crise que os EUA passaram durante a guerra do golfo e a recessão mundial em si.
A crise engolfou o mundo inteiro porque era comprada por países como a China e a comunidade européia, entre outros. Os empréstimos foram feitos por bancos e financeiras, que pegaram dinheiro emprestado de outros bancos e estes de seus clientes.
Com a crise, onde alguns "inquilinos, se posso dizer assim, não conseguiram vencer o pagamento das contas, pois nos EUA todo mundo se endivida de forma irracional, principalmente os latinos, além do erro de perspectiva de crescimento dos investidores. Nisso, ninguém pagou os seus credores, em forma de cascata, o mercado perdeu liquidez, as pessoas deixaram de gastar na vida cotidiana com o medo e uma recessão e houve um efeito em cadeia, no mundo. Pois tudo está meio entrelaçado.
Os Bancos centrais do Mundo, injetaram mais de 600 bilhões de dólares nas economias do mundo, para salvar o mundo de uma catástrofe financeira.
O Federal reserve já anunciou que baixou os juros dos títulos americanos na casa das frações, para estimular a liquidez do mercado. Porém, essa medida foi tida como arriscada, pois poderia espantar alguns investidores e agravar a crise e o Estado dos EUA.
A estimativa é que os EUA entrem numa recessão, mas não profunda, do qual pode se reerguer em questão de um ano, apesar de que há uma visão pessimista de muitos, pelo fato da maioria das bolsas mundiais, como a Bovespa, fecharem em baixa continuamente depois da crise, numa oscilação perturbadora.
Os EUA já anunciara,m que os EUA, já foram criados 9 mil empregos, o que pode amenizar a crise. O 'PAC" brasileiro, bem como o crescimento chinês podem aquecer a economia mundial.
Estouro da bolha + créditos subprime:
Miss Jane Doe vendeu uma casa no auge da bolha especulativa por US$ 200 mil para o Mr. John Smith, que financiou no banco. O banco pagou à Miss Doe os US$ 200 mil e ficou com a hipoteca da casa do Mr. Smith. Pouco depois a bolha estourou e a casa do Mr. Smith passou a valer US$ 150 mil. Ele olha para as suas prestações e percebe que tem uma dívida de US$ 200 mil cuja garantia é uma casa de US$ 150 mil... e resolve comprar a casa ao lado, por US$ 150 mil financiados em outro banco. O primeiro banco retoma a casa original e a coloca em leilão, arrematando por US$ 120 mil -- mas ele já havia pago US$ 200 mil a Miss Doe. Esses US$ 80 mil ficam de prejuízo para o banco.
Filosofia adaptada a sua época

O que a filosofia através dos tempos senão uma redundância sistemática? Afirmo com audácia que, depois de Parmênides, não houve mais ninguém de original na filosofia. Todos tratavam o mesmo problema com palavras diferentes e formas diferentes para se alcançar o mesmo fim. Mas então por que a humanidade balbuciou seus filósofos para dizer ideologicamente a mesma coisa? Eles tratavam sempre da felicidade e realização e da ideologia que é como um meio para realização disso, não é assim? Não tratavam do ser e dos entes? o axiomas não eram os mesmos? Então, para mim, todos disseram a mesma coisa.
Cada filósofo de sua época, entendo, tentou recapitular os entendimentos do estudo do ser, coloca-los na linguagem da época, bem como introduzir a filosofia, novos entes desvelados pela episteme(ciência), ou até mesmo para reconduzir a sociedade a um pensamento racional diante de uma aparente volta da superstição ao modo de ver o mundo da sociedade.
Emanuel Kant, por exemplo, que é esse homem? Qual a finalidade de anos a fio estudando e escrevendo sobre filosofia? Ora, apesar de seu estímulo própria para descobrir as respostas e se libertar da ilusão, Kant escreve principalmente para proteger o cristianismo, em particular a cosmogonia protestante e pietista do Universo.
A obra de Kant, como disse, era uma forma de justificar a visão cristã, diante do ateísmo e agnosticismo cada vez mais crescente, como fizera Santo Agostinho, mais de mil anos atrás, contra os pagãos.
O pensamento tomista já não abarcava a cosmogonia e nem conseguia derrubar as novas descobertas dos humanistas. Era necessário que kant interviesse, e com seu genial sistema filosófico.
Baruch Espinoza, por sua vez, via como Kant, um Universo matemático e lógico. E por isso mesmo, não conseguia conceber um Deus pensante.
Enfim, se analisarmos cada filósofo, perceberemos que eles pensam os mesmos problemas da eternidade, substância, fenômeno e lógica da mesma forma, usando desses axiomas para discutir questões fenomenológicas de sua época.
Um filósofo polêmico de se analisar é Michael Foucault. Bom, entendo que Foucault não é um filósofo em si, mas um filósofo da história, ou um historiador das mentalidades, como diriam alguns, ou um desconstrucionista, para outros.
Foucault só trata dos fenômenos históricos, de uma forma Weberiana e Heideggeriana, com pinceladas de Nietzsche.
Foucault tenta desvendar a história, usando da fenomenologia de Heidegger, e tentar ter um conhecimento hipotético do passado do qual não se pode saber, senão sempre imaginado.
Ele desconstroi o conhecimento, preceitos morais, relativiza tudo o que se imaginava coerente, para deixar margem a uma nova coerência, se possível. Em seus escritos, o próprio Foucault afirmava que talvez tudo o que ele falava podia ser uma besteira, pelo fato de ninguém saber do passado.(esse tipo de afirmação, os Foucaltianos dizem ser um diálogo com as obras de Heidegger).
Analisa fenômenos que passaram imperceptíveis aos olhos do historiador, analisa suas contradições, sua veracidade, analisa a vontade a luz de Nietzsche para explicar o que move o homem e a história.
Mas por que Foucault se emprenha tanto nessa filosofia? Bom, a resposta eu entendo, é que, além da tradição acadêmica, qual todos devem seguir sem um sentido claro para isso, como se fosse mais um fetiche expor um título acadêmico, Foucault quer mostrar com isso, a potencialidade de novas descobertas do ser histórico e da moral e realização humana diante da estrutura da filosofia moderna do qual Heidegger sempre apontou que “a filosofia esqueceu do problema do ser”.
Mas o tema principal de Foucault, e sua própria proposta de discussão da filosofia do seu tempo é, uma liberação sexual dos homossexuais e heterossexuais e a descoberta da potencialidade da vontade humana no mundo.
Concluindo esse breve e audaz texto, ao meu ver, a filosofia serve para encontrar o caminho da realização humana, investigar as possibilidades da felicidade e aplica-la na sociedade, surgindo assim, as formas de Estado e sua ideologia como formas de atingir uma realização de ideal ético metafício. E por acaso, essa busca da realização, esse ideal máximo não foi sempre um problema da filosofia? Então, a busca sempre foi a mesma e nada original significante, senão apenas uma diferença de postura(ética) e linguagem.
Cada filósofo de sua época, entendo, tentou recapitular os entendimentos do estudo do ser, coloca-los na linguagem da época, bem como introduzir a filosofia, novos entes desvelados pela episteme(ciência), ou até mesmo para reconduzir a sociedade a um pensamento racional diante de uma aparente volta da superstição ao modo de ver o mundo da sociedade.
Emanuel Kant, por exemplo, que é esse homem? Qual a finalidade de anos a fio estudando e escrevendo sobre filosofia? Ora, apesar de seu estímulo própria para descobrir as respostas e se libertar da ilusão, Kant escreve principalmente para proteger o cristianismo, em particular a cosmogonia protestante e pietista do Universo.A obra de Kant, como disse, era uma forma de justificar a visão cristã, diante do ateísmo e agnosticismo cada vez mais crescente, como fizera Santo Agostinho, mais de mil anos atrás, contra os pagãos.
O pensamento tomista já não abarcava a cosmogonia e nem conseguia derrubar as novas descobertas dos humanistas. Era necessário que kant interviesse, e com seu genial sistema filosófico.
Baruch Espinoza, por sua vez, via como Kant, um Universo matemático e lógico. E por isso mesmo, não conseguia conceber um Deus pensante.
Enfim, se analisarmos cada filósofo, perceberemos que eles pensam os mesmos problemas da eternidade, substância, fenômeno e lógica da mesma forma, usando desses axiomas para discutir questões fenomenológicas de sua época.
Um filósofo polêmico de se analisar é Michael Foucault. Bom, entendo que Foucault não é um filósofo em si, mas um filósofo da história, ou um historiador das mentalidades, como diriam alguns, ou um desconstrucionista, para outros.Foucault só trata dos fenômenos históricos, de uma forma Weberiana e Heideggeriana, com pinceladas de Nietzsche.
Foucault tenta desvendar a história, usando da fenomenologia de Heidegger, e tentar ter um conhecimento hipotético do passado do qual não se pode saber, senão sempre imaginado.
Ele desconstroi o conhecimento, preceitos morais, relativiza tudo o que se imaginava coerente, para deixar margem a uma nova coerência, se possível. Em seus escritos, o próprio Foucault afirmava que talvez tudo o que ele falava podia ser uma besteira, pelo fato de ninguém saber do passado.(esse tipo de afirmação, os Foucaltianos dizem ser um diálogo com as obras de Heidegger).
Analisa fenômenos que passaram imperceptíveis aos olhos do historiador, analisa suas contradições, sua veracidade, analisa a vontade a luz de Nietzsche para explicar o que move o homem e a história.
Mas por que Foucault se emprenha tanto nessa filosofia? Bom, a resposta eu entendo, é que, além da tradição acadêmica, qual todos devem seguir sem um sentido claro para isso, como se fosse mais um fetiche expor um título acadêmico, Foucault quer mostrar com isso, a potencialidade de novas descobertas do ser histórico e da moral e realização humana diante da estrutura da filosofia moderna do qual Heidegger sempre apontou que “a filosofia esqueceu do problema do ser”.
Mas o tema principal de Foucault, e sua própria proposta de discussão da filosofia do seu tempo é, uma liberação sexual dos homossexuais e heterossexuais e a descoberta da potencialidade da vontade humana no mundo.
Concluindo esse breve e audaz texto, ao meu ver, a filosofia serve para encontrar o caminho da realização humana, investigar as possibilidades da felicidade e aplica-la na sociedade, surgindo assim, as formas de Estado e sua ideologia como formas de atingir uma realização de ideal ético metafício. E por acaso, essa busca da realização, esse ideal máximo não foi sempre um problema da filosofia? Então, a busca sempre foi a mesma e nada original significante, senão apenas uma diferença de postura(ética) e linguagem.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Aforismos de Albert Einstein

-A coisa mais bela que podemos experimentar é o mistério. Essa é a fonte de toda a arte e ciências verdadeiras.
-A realidade é uma ilusão, porém persistente
-Os axiomas éticos são encontrados e testados não muito diferentemente dos axiomas da ciência. A verdade aparece com o teste da experiência
-A ciência, como um todo, não é nada mais do que um refinamento do pensar diário
-O que um peixe sabe sobre a água na qual nada a vida inteira?
-Em momentos de crise a imaginação é mais importante que o conhecimento.
-Se a minha teoria da relatividade estiver correta, a Alemanha dirá que sou alemão, e a França, que sou cidadão do mundo. Mas se eu estiver errado, a França sustentará que sou alemão, e a Alemanha garantirá que sou judeu
-Quem entra em contato com a Física quântica sem se espantar, sem ficar perplexo, é porque nada entendeu
-No campo daqueles que procuram a verdade, não existe nenhuma autoridade humana. Todo aquele que se fizer de magistrado encontrará imediatamente a risada dos deuses
-Existem apenas duas coisas infinitas - o Universo e a estupidez humana. E não tenho tanta certeza quanto ao Universo
-O segredo da criatividade é saber esconder suas fontes
-O tempo e o espaço são modos pelos quais pensamos e não condições nas quais vivemos
-Penso 99 vezes e não descubro a verdade. Paro de pensar, mergulho em profundo silêncio, e eis que a Verdade me é revelada
-Sou extremamente religioso, porém não acredito num Deus que se preocupe com as necessidades do homem. O meu Deus é o mesmo do grande Baruch Espinosa
O sentido da filosofia de Platão

Depois do meu texto “o problema da entropia do universo”, alguém parou para pensar nessas questões? Alguém pensou seriamente sobre a eternidade?
As hipóteses lógicas são muitas, e isso é filosofia.
Fiquei pensando no que Platão quis dizer com seu trabalho. O que poderia pensar um filósofo adepto aos círculos dos místicos Pitagóricos?
Platão não muda a tradição filosófica. Ele faz todas as hipóteses com uma rigorosidade lógica. Não esquece dos princípios axiomáticos como substância e idéias eternas.
Na relação entre o Uno e as partes, ele disse que nosso mundo é uma decadência do que é perfeito, e de que tudo no nosso mundo percebido é uma meia visão do universo, e quando pensamos, nos lembramos do que é eterno, que é um reflexo do mundo das idéias ou mundo perfeito. Podemos ver a perfeição no mundo através de uma forma de meditação, que é a fricção de quatro sentidos(nao me lembro bem), que o transcende a eternidade e ao mundo das idéias. Podemos perceber isso no mito da caverna e na teoria da reminiscência, onde pensar é recordar.
Para Platão, seguindo a doutrina pitagórica da transmigração das almas, quando uma pessoa morre, se eleva ao mundo perfeito, e retorna reencarnado, como se decaisse a esse mundo como se aqui fosse a morte de um mundo perfeito. E este mundo perfeito, é inferior a um mundo superior a ele, e assim ao infinito.
As hipóteses lógicas são muitas, e isso é filosofia.
Fiquei pensando no que Platão quis dizer com seu trabalho. O que poderia pensar um filósofo adepto aos círculos dos místicos Pitagóricos?
Platão não muda a tradição filosófica. Ele faz todas as hipóteses com uma rigorosidade lógica. Não esquece dos princípios axiomáticos como substância e idéias eternas.
Na relação entre o Uno e as partes, ele disse que nosso mundo é uma decadência do que é perfeito, e de que tudo no nosso mundo percebido é uma meia visão do universo, e quando pensamos, nos lembramos do que é eterno, que é um reflexo do mundo das idéias ou mundo perfeito. Podemos ver a perfeição no mundo através de uma forma de meditação, que é a fricção de quatro sentidos(nao me lembro bem), que o transcende a eternidade e ao mundo das idéias. Podemos perceber isso no mito da caverna e na teoria da reminiscência, onde pensar é recordar.
Para Platão, seguindo a doutrina pitagórica da transmigração das almas, quando uma pessoa morre, se eleva ao mundo perfeito, e retorna reencarnado, como se decaisse a esse mundo como se aqui fosse a morte de um mundo perfeito. E este mundo perfeito, é inferior a um mundo superior a ele, e assim ao infinito.
Uma coisa que me intriga é a noção de movimento em Platão, (Apesar de minha pouca leitura, e aceito um aditivo e críticas dos platônicos), de que tudo na visão de Platão está na eternidade. Mas como assim? Parece que Nietzsche também disse isso, mais de 2 mil anos depois, como no eterno retorno e das possibilidades que já aconteceram.
Na eternidade, hipoteticamente, todas as possibilidades já aconteceram. O movimento nada mais é do que mais uma idéia do homem, uma meia visão do que consegue perceber nesse mundo. O homem não consegue com plenitude.
Nisso, o filósofo ou qualquer pessoa que transcende ao mundo superior, pode ver o futuro, pois na eternidade, onde não existe passado o presente e nem o futuro, onde o tempo é diferente ao nosso, o futuro hipotéticamente já aconteceu, pois na eternidade, o tempo não é o problema, nunca houve um início e o que é sempre existiu.
Para Platão, ele talvez não estivesse interessado em prever o futuro como pensam os cartomantes, mas abrir os olhos dos gregos para um crescimento espiritual, se posso assim dizer, um desenvolvimento ético e moral, o equilíbrio da alma, contra a ilusão dos sentidos, a cegueira do orgulho e as paixões desenfreadas, como desequilíbrio e o esquecimento, para que o homem não caia cada vez mais na loucura dos mundos inferiores a este. Ele propões que o homem descubra a eternidade dento de si, e se lembre da idéais perfeitas que lhe transcendam ao mundo perfeito, onde tudas as possibilidades já aconteceram, referente a esse mundo, pois tudo aqui, nada mais é do que um reflexo do que já é.
Na eternidade, hipoteticamente, todas as possibilidades já aconteceram. O movimento nada mais é do que mais uma idéia do homem, uma meia visão do que consegue perceber nesse mundo. O homem não consegue com plenitude.
Nisso, o filósofo ou qualquer pessoa que transcende ao mundo superior, pode ver o futuro, pois na eternidade, onde não existe passado o presente e nem o futuro, onde o tempo é diferente ao nosso, o futuro hipotéticamente já aconteceu, pois na eternidade, o tempo não é o problema, nunca houve um início e o que é sempre existiu.
Para Platão, ele talvez não estivesse interessado em prever o futuro como pensam os cartomantes, mas abrir os olhos dos gregos para um crescimento espiritual, se posso assim dizer, um desenvolvimento ético e moral, o equilíbrio da alma, contra a ilusão dos sentidos, a cegueira do orgulho e as paixões desenfreadas, como desequilíbrio e o esquecimento, para que o homem não caia cada vez mais na loucura dos mundos inferiores a este. Ele propões que o homem descubra a eternidade dento de si, e se lembre da idéais perfeitas que lhe transcendam ao mundo perfeito, onde tudas as possibilidades já aconteceram, referente a esse mundo, pois tudo aqui, nada mais é do que um reflexo do que já é.
O pensamento de Platão tem a mesma forma dos ritos místico-sacerdotais, e como numa religião, ele propõe um Estado teo-transcendental(república de Platão), para salvar as almas e as conduzir novamente a sua origem, a eternidade e a felicidade. O Estado proposto por Platão seria de reis filósofos. Homens que ao reencarnarem nesse mundo, escolheram tomar da água do não esquecimento "Aletheia", quando estiveram no jardim do mundo perfeito, e com isso, maior discernimento do que seja perfeito, sendido com a meditação intelectual(se posso chamar assim) ao contato com o cósmos. Os homens que tomam a água do esquecimento, retornam a esse mundom esquecidos das idéias eternas, porque almejam poder a ambição nesse mundo. A seleção desses reis filósofos se daria num elaborado processo de seleção, desde a infância, onde os mestres já reconheceriam, através da sensibilidade para a música e os esportes, uma consciência, uma lembrança mais terna do que já é eternamente perfeito, no mundo das idéias transcendentais.
Se compararmos esse pensamento, notaremos uma semelhança enorme com os sacerdotes do Egito, dos druidas, do pensamento oriental, que apesar de míticos, possuem as primeiras noções da filsofia entre o Uno e as partes, e a transmutação.
É importante lembrar que, a filosofia de Platão estava voltada ao seu povo, e não uma carta aberta ao mundo, e o que os filósofos gregos romperam eram com os mitos primitivos gregos, mais rudimentares que os sistemas religiosos da mesopotâmia.
É importante lembrar também que, a maioria dos escritos de Platão se perderam, e por isso, é difícil delimitar o que Platão realmente quis dizer. Eu entendo que podemos complementar, pela intuição, já que os problemas filosóficos são sempre os mesmos, arquétipos como esse exposto nesse meu texto.
O pensamento platônico vai influenciar muitos outros filósofos, como santo Agostinho, que lhe da um teor dogmático a cosmogonia do cristianismo.
É importante lembrar que, a filosofia de Platão estava voltada ao seu povo, e não uma carta aberta ao mundo, e o que os filósofos gregos romperam eram com os mitos primitivos gregos, mais rudimentares que os sistemas religiosos da mesopotâmia.
É importante lembrar também que, a maioria dos escritos de Platão se perderam, e por isso, é difícil delimitar o que Platão realmente quis dizer. Eu entendo que podemos complementar, pela intuição, já que os problemas filosóficos são sempre os mesmos, arquétipos como esse exposto nesse meu texto.
O pensamento platônico vai influenciar muitos outros filósofos, como santo Agostinho, que lhe da um teor dogmático a cosmogonia do cristianismo.
Enfim, é tentando compreender o pensamento místico de Platão, é que vamos entender o pensamento de Aristóteles, muito mais prático, e o iniciador formal da tradição filosófica ocidental, com seus estudos e teorias da epistemologia, a própria fenomenologia, em busca também dos prazeres e felicidades nesse plano pelo, pelo que a percepção material pode nos proporcionar, além das virtudes postas para se viver bem enquanto sujeitos da existência. (Talvez disso, não vejo muita diferença entre Aristóteles e David Hume).
Aristóteles nunca negou os problemas remetentes da eternidade, como a substância e o motor imóvel, mas ele, ao contrário de Platão, sugere que a filosofia seja menos calçada na incerteza e relativização dos conceitos do mundo, a uma rigorosidade maior a epistemologia e a percepção humana, imersa no Devir, como já propunha Heráclito, e o entendimento que o entendimento do Uno nunca será possível(motor imóvel que está fora to tempo, mas que movimento o cósmos sem que se de conta de nós, e nós do motor imóvel).
Aristóteles nunca negou os problemas remetentes da eternidade, como a substância e o motor imóvel, mas ele, ao contrário de Platão, sugere que a filosofia seja menos calçada na incerteza e relativização dos conceitos do mundo, a uma rigorosidade maior a epistemologia e a percepção humana, imersa no Devir, como já propunha Heráclito, e o entendimento que o entendimento do Uno nunca será possível(motor imóvel que está fora to tempo, mas que movimento o cósmos sem que se de conta de nós, e nós do motor imóvel).
O último homem da Terra

Alguém assistiu o filme dirigido por Francis Lawrence e estrelado por Will Smith “O último homem na Terra”? O filme trata de uma contaminação global por um vírus, originado uma pesquisa revolucionária no tratamento do câncer, mas aplicado prematuramente na sociedade. O vírus se alastra e tornasse mortífero. Os que sobrevime ao vírus, se tornam seres ultra-violentos e sensíveis a luz ultra-violeta, enquanto 1% da população imune a praga, tenta sobreviver aos ataques desses seres da noite.
Robert Neville(Will Smith), um cientista e único sobrevivente de uma praga biológica que assola e extermina todas as pessoas do mundo.De início bastante similar ao "O Último Homem da Terra", com a diferença que se passa em uma metrópole. A população já estava dizimada há dois anos, e Neville não é exatamente o único sobrevivente, mas sim o único sobrevivente não infectado do mundo.
Robert Neville(Will Smith), um cientista e único sobrevivente de uma praga biológica que assola e extermina todas as pessoas do mundo.De início bastante similar ao "O Último Homem da Terra", com a diferença que se passa em uma metrópole. A população já estava dizimada há dois anos, e Neville não é exatamente o único sobrevivente, mas sim o único sobrevivente não infectado do mundo.
Problematização Bio-ética
As empresas multinacionais, estados tem investindo pesado na pesquisa genética, em vírus, bactérias e outros micro-seres para a aplicação na sociedade para fins de otimização produtiva, como os transgênicos e desenvolvimento de remédios contra as principais doenças males.
Mas há críticas sérias referente a essas pesquisas, como na aplicação dos transgênicos, que pode polimerizar as plantas naturais, causando uma catástrofe natural.O mesmo pode acontecer com as pesquisas com vírus, onde algum vetor que é aparentemente revolucionário no tratamento de alguma moléstia pode desencadear uma catástrofe sem precedentes, tudo isso devido ao poço conhecimento que o homem possui das forças da natureza.
Não estou criticando a continuidade das pesquisas, contrariando a máxima da ciência de servir a humanidade. Estou criticando a postura do capitalismo, em sua ansiedade ávida por lucros, aplicar no mundo, conceitos parciais sobre fatos recém descobertos e imprevisíveis.Entendo que as descobertas devem ser dirigidas com prudência e muitas análises e testes e ampla discussão social. Mas enfim, sabemos que isso não vai acontecer.
Será que o mundo espera um apocalipse? Podemos intuir que o serviço Secreto de diversos países, possuem informações sobre ciência e do que está acontecendo realmente no mundo. O que poderá acontecer conosco?
Bom, o que os Estados estão fazendo para melhorar a vida da sociedade, se há essa preocupação? Será que há uma elite no poder das nações, conspirando e induzindo a sociedade para determinados fins?
Pela forma de como o mundo está governando o planeta hoje, intuímos que, ou o mundo tem seus governos completamente cegos, ou o mundo realmente está na mão de alguém.
Mas há críticas sérias referente a essas pesquisas, como na aplicação dos transgênicos, que pode polimerizar as plantas naturais, causando uma catástrofe natural.O mesmo pode acontecer com as pesquisas com vírus, onde algum vetor que é aparentemente revolucionário no tratamento de alguma moléstia pode desencadear uma catástrofe sem precedentes, tudo isso devido ao poço conhecimento que o homem possui das forças da natureza.
Não estou criticando a continuidade das pesquisas, contrariando a máxima da ciência de servir a humanidade. Estou criticando a postura do capitalismo, em sua ansiedade ávida por lucros, aplicar no mundo, conceitos parciais sobre fatos recém descobertos e imprevisíveis.Entendo que as descobertas devem ser dirigidas com prudência e muitas análises e testes e ampla discussão social. Mas enfim, sabemos que isso não vai acontecer.
Será que o mundo espera um apocalipse? Podemos intuir que o serviço Secreto de diversos países, possuem informações sobre ciência e do que está acontecendo realmente no mundo. O que poderá acontecer conosco?
Bom, o que os Estados estão fazendo para melhorar a vida da sociedade, se há essa preocupação? Será que há uma elite no poder das nações, conspirando e induzindo a sociedade para determinados fins?
Pela forma de como o mundo está governando o planeta hoje, intuímos que, ou o mundo tem seus governos completamente cegos, ou o mundo realmente está na mão de alguém.
Frijot Capra sugere que os governos do mundo estão sem rumos, pela falta de diálogo e a alienação e falhas da estrutura administrativa e burocratica, semelhante as prévias da Primeira Grande Mundial, em 1913.(citação minha).
Há diversas teorias conspiratórias, como Os Protocolos dos Sábios de Sião, os Illuminati, seita satãnica que prepara o mundo ao Aramagedon, da conspiração comunista Gramsciniana(como entendem Olavo de Carvalho).
O fim, ninguém sabe, e talvez, nunca chegaremos a saber o que se trama nos bastidores do poder. Mas que pode haver um risco sério a segurança do planeta, isso sim é de se pensar.
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